Desenvolvimento gonadal do jundiá, Rhamdia quelen (Teleostei, Siluriformes), em viveiros de terra, na região sul do Brasil - DOI: 10.4025/actascibiolsci.v29i4.881

Luciana Ghiraldelli, Cláudia Machado, Débora Machado Fracalossi, Evoy Zaniboni Filho

Resumo


O presente estudo caracterizou o desenvolvimento gonadal de jundiá até a maturação sexual, quando cultivados em viveiros de terra, visando subsidiar o desenvolvimento de tecnologia de cultivo para esta espécie na região sul do Brasil. Alevinos de jundiá (peso médio 8 ± 3,73 g) foram estocados em três viveiros, na densidade de 0,6 indivíduos m-2. Catorze indivíduos foram amostrados mensalmente, de setembro de 2001 a outubro de 2002. Os estádios de maturação gonadal foram caracterizados macroscopicamente, e fragmentos de ovários e testículos de alguns exemplares foram fixados em formalina 4% para análise histológica. Foram analisados 118 exemplares: 60 machos e 58 fêmeas. Os machos apresentaram atividade reprodutiva precoce, quando comparados às fêmeas. Testículos e ovários apresentaram morfologia similar a de outras espécies de Siluriformes. De acordo com a análise microscópica, as gônadas foram classificadas em quatro estádios de desenvolvimento: imaturo, em maturação inicial, em maturação final e maduro. A relação gonadossomática variou de 0,29 a 9,16 para os machos e de 0,11 a 13,03 para as fêmeas. Indivíduos maduros foram observados nos meses de verão (dezembro/2001 e janeiro/2002), outono (abril e maio/2002) e primavera (setembro e outubro/2002), acompanhando o aumento de temperatura.

Palavras-chave


jundiá; reprodução; Rhamdia quelen; piscicultura; desenvolvimento gonadal

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.4025/actascibiolsci.v29i4.881



ISSN 1679-9283 (impresso) e ISSN 1807-863X (on-line) e-mail: actabiol@uem.br