Acta Scientiarum. Education

Acta Scientiarum. Education, ISSN 2178-5201 (on-line), é publicada pela Editora da Universidade Estadual de Maringá-Eduem, na modalidade publicação contínua. A revista publica textos originais de temáticas vinculadas a Educação sob dois eixos temáticos. O primeiro, História e Filosofia da Educação, tem por finalidade divulgar pesquisas a respeito dos processos formativos de natureza biográfica, institucional, social, formal e não-formal. O segundo, Formação de Professores, tem por objetivo divulgar estudos referentes aos aspectos norteadores da prática docente, como a Educação Básica e a Educação Superior, bem como os relacionados à vinculação entre pesquisa e docência.


AVISOS:

 

Qualis/Capes (2016): 

 

Missão

Viabilizar o registro público do conhecimento e sua preservação; Publicar resultados de pesquisas envolvendo ideias e novas propostas científicas; Disseminar a informação e o conhecimento gerados pela comunidade científica; Agilizar o processo de comunicação científica na área de Educação.

Indexadores

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Notícias

 

Press Release: As classes nouvelles e a atual reforma do ensino médio

 

O modelo pedagógico das classes nouvelles, que representou a inovação no ensino secundário francês a partir de 1945, pode contribuir para a reforma do ensino médio em curso no Brasil. As classes nouvelles apresentavam, entre outros, as seguintes características: limitação de  25 alunos por turma, número reduzido de professores por turma, uso de fichas de observações detalhadas da personalidade e comportamento de cada aluno, métodos ativos personalizados e cooperativos, o estudo do meio natural e humano, redução da dicotomia entre o trabalho manual e o trabalho intelectual, ciclo de orientação e de observação, conselho de turma, enfâse no dialógo entre professores e pais e preferência pelo ensino das línguas modernas. Esse ensaio pedagógico alternativo foi idealizado e concretizado pelo educador Gustave Monot, que era vinculado ao movimento da Escola Nova e engajado na luta pelo pacifismo. As classes nouvelles serviram de inspiração para professores brasileiros criarem as chamadas classes secundárias experimentais – a primeira experiência de renovação do ensino secundário brasileiro. Assim, houve um uso brasileiro do modelo pedagógico francês como em relação à redução do número de alunos por sala, pois, enquanto nas turmas francesas o limite era de 25 alunos, nas classes secundárias experimentais o número máximo era de 30 estudantes. De outra parte, nas classes secundárias experimentais constata-se a presença de estratégias didáticas como métodos ativos, a importância da orientação pedagógica no respeito às aptidões dos alunos, a integração curricular, a imprescindível exigência da reunião periódica de professores, a tendência ao regime de tempo integral, especialmente por meio do oferecimento de atividades extraclasse e o envolvimento dos pais dos alunos no trabalho escolar. O modelo pedagógico das classes nouvelles, portanto, tem atualidade e pode contribuir, efetivamente, para responder os desafios atuais do ensino médio brasileiro.  

Norberto Dallabrida

Professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Florianópolis – SC – Brasil

E-mail: norbertodallabrida@gmail.com

 

 
Publicado: 2017-12-06 Mais...
 

Press Release: Para uma prática ético-política da vida feliz. O livro esquecido de Sigea, escritora seiscentista.

 

O artigo intitulado O estoicismo no pensamento de Luísa Sigea: a dicotomia entre vida pública e vida privada traz para o debate filosófico-pedagógico contemporâneo o tema da vida feliz. Publicado na revista Acta Scientiarum. Education (v. 39, n.3, Jul.-Sep. 2017), o artigo retoma o livro de Luisa Sigea, editado em Lisboa no ano de 1552 (Dialogue de deux jeunes filles sur la vie de cour et la vie de retraite). A revisitação do diálogo permite deixar evidente a persistência da seguinte tese: a qualidade da governação e do bem-estar comum deve estar suportada num consistente ambiente ético-político e numa educação que valore o pensamento reflexivo exercitado pelas Humanidades.

A autora do artigo, Maria Teresa Santos, professora de filosofia na Universidade de Évora (Portugal),  retoma um livro esquecido do humanismo renascentista português e analisa a dicotomia entre viver na corte, ou participar na vida pública, e viver retirada da corte, ou alheada dos desafios ético-políticos decorrentes da participação.  Quatro aspectos merecem atenção: primeiro, a cultura excepcional da escritora e da corte da princesa D. Maria, filha do rei D. Manuel I; segundo, o uso do livro como um espelho de príncesa, algo raro que pode ser entendido como crítica ético-política à corte de D. João III; terceiro, a presença contínua do estoicismo no pensamento político português; quarto, a apresentação de um plano de estudo para as mulheres. Os quatro aspectos ganham sentido com “a defesa da valorização das Humanidades como instância ‘que instala’ o ser humano na realidade, lembrando-lhe as raízes ancestrais da busca por um melhor viver em comum”, como afirma a autora.

Palavras-chave: Sigea, espelho de princesa,  vida feliz.       

 
Publicado: 2017-07-27 Mais...
 
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v. 40, n. 2 (2018)


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