As barragens na bacia do rio Paraguai e a possível influência sobre a descarga fluvial e o transporte de sedimentos - doi: 10.4025/bolgeogr.v31i1.13638

Edvard Elias Souza Filho

Resumo


O desenvolvimento de um país ou de uma região necessariamente é acompanhado do aumento do consumo de energia. A bacia do Alto Paraguai não é exceção a esta regra e a demanda energética vem crescendo nos últimos anos. A solução adotada para o suprimento da região foi a instalação de usinas hidrelétricas e termoelétricas. Ambas as formas de geração trazem conseqüências ambientais, mas as barragens são ícones em termos de impactos e por essa razão elas são alvo desta abordagem, que tem como objetivo fazer uma avaliação preliminar dos efeitos de tais empreendimentos sobre a descarga fluvial e o transporte de sedimentos na bacia. Para a obtenção deste objetivo foram utilizados os dados disponíveis das barragens em operação e em projeto, alem de dados fluviométricos e de concentração de sedimentos disponíveis para a bacia. Em 2010 existiam 26 Usinas Hidrelétricas e Pequenas Centrais Hidrelétricas em operação e outras 96 já licenciadas. Quando concluídas, terão influência sobre 44% da descarga afluente do planalto e controlarão 52% da carga sedimentar afluente ao Pantanal. Tal retenção poderá contrabalançar o aumento do transporte proporcionado pela ocupação da bacia, mas conforme for sua intensidade, poderá promover a degradação da planície pantaneira. O rio Cuiabá será o curso mais afetado pelo controle de descargas enquanto os rios com leques aluviais serão os mais afetados pelo corte de sedimentos de fundo. Os dados preliminares indicam a necessidade do monitoramento do transporte de carga de fundo na bacia.

 


Palavras-chave


Impactos de barragens; Descarga fluvial; Transporte de sedimentos; Rio Paraguai

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v31i1.13638



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