No rastro do café chegaram nossos avós: uma revisão dos estudos sobre a imigração na República - doi: 10.4025/bolgeogr.v30i3.15429

Sueli de Castro Gomes

Resumo


Este estudo analisa a mobilidade do trabalho da grande imigração que envolveu o período de 1888 a 1930, principalmente no Estado de São Paulo. A pesquisa identifica o Estado como promotor dessa mobilidade humana e o contexto que essa se inseriu: do trabalho escravo ao trabalho livre e assalariado. Houve um projeto nacional a partir de uma necessidade econômica, isto é, o ciclo do café demandava força de trabalho, então, o Estado brasileiro e a burguesia nacional recrutaram a mão de obra necessária em outros países. Buscavam-se braços adestrados, disciplinados e brancos, pois era um projeto de branqueamento da população. A grande maioria era formada por camponeses que por razões como a pobreza e escassez de terras no país de origem, migraram para a América. Assim, vieram os italianos, espanhóis, portugueses, japoneses e outras nacionalidades em menor número para o Brasil. Houve incentivo na maior parte dos países de origem para a emigração; muitas vezes até com propaganda enganosa sobre os benefícios que encontrariam no Brasil. A trajetória desses imigrantes foram cheias de dificuldades: viagem penosa, a chegada à fazenda, o árduo trabalho tanto na lavoura, como nas áreas urbanas, a adaptação da língua, bem como dos hábitos e costumes. O artigo faz uma incursão desde a área de origem desses imigrantes, sua trajetória, a viagem, a chegada à Hospedaria de Imigrantes no Brás (São Paulo), a triagem até o seu destino no campo e cidade; procurou caracterizar a presença dos imigrantes no campo e na cidade, seus problemas, suas contribuições na urbanização e na industrialização das cidades paulistas, em destaque a cidade de São Paulo.  Há registros das contribuições culturais, da inserção dos migrantes por meio de associações, sindicatos, times de futebol, imprensa, hospitais, escolas.

 


Palavras-chave


Imigração; República; São Paulo; Trajetórias

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v30i3.15429



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