A ponte binacional e os novos arranjos territoriais: perspectivas e dilemas da cooperação franco-brasileira (Amapá)-Guiana Francesa - doi: 10.4025/bolgeogr.v31i1.17335

Roni Mayer Lomba, Felipe Ribeiro Matos

Resumo


Esta pesquisa discute o processo recente de consolidação da parceria político-econômica entre Brasil-França nas suas áreas delimitadas pelo Amapá e o Departamento Ultramarino da Guiana Francesa. A fronteira vem apresentando constantes metamorfoses a partir da implantação da Ponte Binacional sobre o rio Oiapoque. Nesse sentido, buscou-se analisar: 1) o histórico das relações transfronteiriças desde o Contestado até a cooperação em 1996; 2) a iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) e algumas definições do que realmente seria um processo de integração; 3) os paradoxos, problemas e o contexto político-territorial no qual a ponte foi construída. Recorremos a bibliografias que discutem a fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa, a soberania territorial e relações econômicas bilaterais. Foram realizadas atividades a campo e consulta de documentos oficiais que regulamentam e traçam metas de cooperação entre ambos os territórios a fim de apontar algumas problemáticas, bem como as perspectivas da articulação. Constataram-se, por meio da análise crítica, as diferenças circunstanciais entre os envolvidos na dinâmica territorial da fronteira, além das assimetrias e contradições entre franceses e brasileiros na fronteira em decorrência da imigração ilegal, garimpo e atividades ilícitas.


Palavras-chave


Cooperação econômica; Fronteira; Arranjos territoriais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v31i1.17335



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