O TERRITÓRIO E AS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE: INTERCAMBIAMENTOS NECESSÁRIOS PARA A INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) NO BRASIL

Rivaldo Mauro Faria

Resumo


O objetivo deste artigo é discutir o território e as redes de atenção à saúde como dimensões intercambiáveis e integradas. As redes de atenção à saúde devem ser organizadas sobre uma dada realidade territorial; suas estruturas e ações devem atender essa realidade, atuando sobre ela e suas condições de saúde. As orientações para a modelagem das redes de saúde no Brasil reconhecem o território como uma dimensão da sua existência. Contudo, a prática do planejamento frequentemente o reduz a uma dimensão físico-geométrica, com função precipuamente administrativa. Perde-se, dessa forma, a dimensão social e múltipla do território. O risco desse modelo de planejamento é a criação de uma estrutura reticular incondizente com uma estrutura territorial previamente existente, o que resulta na fragmentação da atenção pela alocação equivocada dos recursos. A perspectiva teórica que fundamenta esta discussão é a dialética das redes e do território e o caminho metodológico é baseado nas orientações do Ministério da Saúde para a constituição das redes do SUS no Brasil. A discussão aponta a natureza territorial das redes e a necessidade de articulá-las para responder ao território como totalidade, como dimensão social concreta. 


Palavras-chave


Redes de Atenção à Saúde. Território. Sistema Único de Saúde. Integração das ações.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v32i2.20055



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