MODELO DIGITAL DE ELEVAÇÃO E EXTRAÇÃO AUTOMÁTICA DE DRENAGEM: DADOS, MÉTODOS E PRECISÃO PARA ESTUDOS HIDROLÓGICOS E GEOMORFOLÓGICOS

Jonas Otaviano Praça de Souza, Joana D’arc Matias de Almeida

Resumo


As primeiras utilizações de Modelos Digitais de Elevação (MDE) nas análises geomorfológicas e hidrológicas datam da década de 1960, já as primeiras extrações automáticas de informação datam da década de 1970, enquanto que os trabalhos focados na extração da drenagem e na delimitação de bacias foram iniciados a partir da década de 1980. Apesar de algumas diferenças de rotina/algoritmos a maioria das metodologias segue os passos de preenchimento de depressão, identificação da direção do fluxo, identificação do fluxo acumulado e definição do limiar de iniciação de canais. Visando testar as diferenças entre os dados de imagens de satélites ASTER GDEM, SRTM e TOPODATA, o presente trabalho comparou as drenagens extraídas para a área da bacia do Riacho do Saco, em Serra Talhada – PE, relacionando-as com a drenagem de referência a partir de informações morfométricas. Foi escolhido o limiar de 0,243Km2, analisando as informações topográficas entre os três MDEs, a principal variação deu-se pela baixa amplitude da declividade do SRTM, resultado do tamanho maior do pixel. Em relação à drenagem apesar do SRTM apresentar números totais mais próximos da drenagem de referência o ASTER GDEM apresenta 50% de sobreposição com a drenagem real, enquanto que o SRTM apresenta apenas 11%. Assim, o ASTER GDEM mostrou-se mais adequado para a extração automática da drenagem, sendo que grande parte das diferenças morfométricas apresentadas podem ser corrigidas a partir da inclusão dos lagos existentes e da exclusão da drenagem presentes na área dos lagos. 


Palavras-chave


Extração de drenagem. MDE. ASTER GDEM. SRTM. Morfometria.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v32i2.20470



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