PRAÇAS E QUALIDADE ESPACIAL: PLANO PILOTO DA CIDADE DE MARINGÁ, PARANÁ

José Alcides Remolli

Resumo


Espaço de convivência das pessoas, praças são referenciais para a fixação de edificações públicas e privadas em uma sociedade. Espaço público que ganhou melhorias com a expansão das cidades provém, além desta delimitação geográfica, o encontro entre os cidadãos tornando a circulação social mais saudável, agradável dentro da trama urbana. Além disso, oferece às pessoas um ambiente de convivência mais agradável, melhora a circulação de ar, insolação e drenagem, quebrando a monotonia entre o verde, e o cinza do concreto das construções. Realizou-se um estudo nas 36 praças localizadas na área do Plano Piloto da Cidade de Maringá, Estado do Paraná, que se refere ao traçado inicial da malha urbana elaborado pelo urbanista Jorge de Macedo Vieira. A área de estudo compreende a Zona 50 (Centro), Zona 1, Zona 2, Zona 3 (Vila Operária), Zona 4, Zona 5, Zona 6, Zona 7, Zona 8, Zona 9, Zona 10 e Zona 12. A coleta de informações foi efetuada por intermédio de pesquisa bibliográfica, avaliação qualitativa e de levantamento quantitativo com o objetivo de identificar equipamentos e/ou estruturas, de levantamento da ocorrência de vegetação e de levantamento fotográfico. A tabulação desses dados subsidiou a análise e a avaliação da distribuição espacial, a facilidade de acesso e uso dessas praças, e mediante o levantamento quali-quantitativo obteve as características dos equipamentos, das estruturas e do seu mobiliário. Nessas praças, encontraram-se equipamentos e/ou estruturas em boas condições de uso pela população; iluminação rebaixada, promovendo maior segurança aos usuários; Academia da Terceira Idade e Academia da Primeira Idade, como novo tipo de equipamento, destinado à prática de atividades físicas, lazer e sociabilização entre a população. Outro item positivo verificado nessas praças foi referente à limpeza, manutenção dos gramados e da vegetação. Fica evidente a preocupação com os elementos arbóreos de uma mesma espécie que se repetem com grande frequência nessas áreas devido à ação de pragas e patógenos. O estado geral de conservação dessas praças, na sua maioria, está classificado entre os conceitos bom e ótimo. Observou-se que, mesmo esses espaços públicos passando por transformações nas suas formas e funções através do tempo e a concorrência com novas formas de lazer, a sua apropriação continua efetiva, principalmente pelas camadas mais carentes da população. Como resultado da pesquisa desenvolvida neste trabalho, observa-se que os espaços urbanos necessitam de promoção de ações cuja expertise provenha a gestão específica das praças e atenda às necessidades de implantação e manutenção de todos os equipamentos e estruturas existentes, atualizando os dados qualitativos e quantitativos e estudando as soluções para questões pontuais, além de projetos contínuos que conscientizem a população do entorno  da praça sobre a necessidade da sua fiscalização e  manutenção.

Palavras-chave


Espaços públicos. Áreas verdes urbanas. Paisagem urbana.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v33i2.21261



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