COMUNIDADE ENQUANTO ESPAÇO DE MÚLTIPLAS AÇÕES E PERCEPÇÕES: O CASO DE UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA EM PONTA GROSSA E A QUESTÃO FUNDIÁRIA

Ana Paula Aparecida Ferreira Alves

Resumo


Este trabalho apresenta uma abordagem pensada a partir das múltiplas experiências vividas e praticadas pelos indivíduos comunitários tendo por objetivo, superar a noção clássica de comunidades vinculadas à homogeneidade aparente dos discursos.  Apesar das conquistas obtidas pelas comunidades tradicionais, principalmente referentes à questão fundiária, alguns estudos, tendem, mesmo que indiretamente, a projetar o caráter limitante da fixidez imposta pelo Estado a partir destas políticas. Este contexto resulta da construção conceitual de comunidade em distintos momentos a partir de discursos científicos e políticos. Por meio do procedimento metodológico baseado nas entrevistas semi-estruturadas, buscou-se identificar esta realidade na comunidade rural quilombola de Santa Cruz em Ponta Grossa-PR, onde se verificou como as distintas ações e percepções indicam a multiplicidade espacial, descaracterizando o discurso predominante da homogeneidade. Percebeu-se um descompasso entre a aplicabilidade do processo de regularização fundiária e as percepções individuais e coletivas dos moradores sobre a própria regulamentação imposta por esta política.

Palavras-chave


Comunidade. Tradicional. Multiplicidade. Quilombola.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v33i0.31926



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