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A governança pública como antigovernança

Vinícius Ferreira Baptista

Resumo


O presente texto tem como intuito realizar um ensaio teórico sobre governança pública. Temos como objetivo geral demonstrar que a governança pública atua como uma “antigovernança”, ou seja, produz impactos que vão contra àquilo o que se propõe, notadamente, pelo fato de existência de uma competição institucionalizada que costuma ser mascarada. Para tanto, nos apoiamos em pesquisa bibliográfica, especificamente, nos trabalhos de Kissler & Heidemann, Mancur Olson e Graham Wootton. Entendemos, a partir do ensaio, que a governança pública é, por essência caótica e desorganizada, por agregar diferentes atores com capacidades e influência díspares, disputando interesses, às vezes semelhantes, às vezes antagônicos – o que impacta nos resultados a que se propõe. A governança pública não é e não será um modelo neutro de gestão pública. Neste sentido, convém entender o porque dessa abordagem ser tão insistentemente perseguida pela Administração Pública como um modelo de gestão que agregue interesses quando, na verdade, os ajusta conforme a capacidade de alcance de alvos terminais e intermediários, assim como de resultados previamente estabelecidos.

Palavras-chave


governança pública; grupos; atores; antigovernança

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