A "guerra" pelas Marias: conflito no campo religioso sul rio-grandense

Marta Rosa Borin

Resumo


O campo religioso sul rio-grandense, a partir dos anos de 1930, foi de tensões e conflitos em torno da disputa pela devoção mariana preponderante no Estado. Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças seria a preferida dos entre agentes sociais do clero diocesano em detrimento de outra devoção, a Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schöenstatt. Após o Concilio Vaticano II algumas práticas em torno destas devoções mudaram este perfil e elas se constituíram em objeto do turismo religioso, pois na nova mentalidade pós-conciliar a Igreja católica procurou envolver os leigos na evangelização, preferencialmente, para alcançar um catolicismo mais esclarecido em matéria de fé e religião. Na contramão dessa proposta a devoção mariana, enquanto piedade popular seria parte de um projeto mais amplo pela afirmação do catolicismo. 


Palavras-chave


devoção mariana; poder; conflito

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/rbhranpuh.v7i21.26576

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