ÁGUAS DE ANGOLA EM ILHÉUS: CONFIGURAÇÕES IDENTITÁRIAS NO CANDOMBLÉ DO SUL DA BAHIA

Valéria Amim

Resumo


O campo afro-religioso brasileiro, notavelmente, forjou-se, a partir heterogeneidade dos grupos étnicos introduzidos no Brasil, como escravos. Divididos em nações, esses grupos, disseminaram processos socioculturais na [re}configuração de modelos e estilos de vida. No caso da religião, essas diversas identidades religiosas, assumidas como raízes ou nações, delimitaram as fronteiras litúrgicas entre os terreiros. O estudo sobre as configurações identitárias no Candomblé do Sul da Bahia, especificamente o Candomblé Angola em Ilhéus, objeto de análise em questão, utilizou a tradição histórica dos estudos etnológicos e etnográficos sobre os candomblés da Bahia. Recorreu-se, ainda, às análises comparativas e etno-históricas dos estudos afro-religiosos nos níveis macro e microanálitos. O trabalho de campo configurouse, primeiramente, a partir de um levantamento dos terreiros na cidade de Ilhéus, desenvolvido no ano de 2008, bem como, posteriormente, da observação mais sistemática de sete terreiros da nação angola e um de ijexá, buscando identificar os elementos portadores de referências nos movimentos identitários forjados nas narrativas de origem de cada comunidade. Tais movimentos revelaram formas de seleção de elementos de diferentes épocas articulados pelos grupos de terreiros (nações), em relatos portadores de coerência, dramaticidade, originalidade e forte sentido religioso.

Palavras-chave


Nações de Candomblé, Candomblé Angola, Ilhéus, Identidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/rbhranpuh.v4i10.30388

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