A identidade indígena Puyanawa no contexto escolar do Acre

Maristela Rosso Walker, Teresa Kazuko Teruya

Resumo


A Constituição Federal brasileira de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei nº. 9394 de 1996, nos Artigos 3, 26, 78 e 79 regulamentam a educação escolar indígena no Brasil oriunda de lutas políticas com mais de três décadas de reivindicações pelo direito à terra, à saúde e à educação. Este artigo analisa a educação escolar no contexto cultural indígena, especificamente da Escola Estadual Indígena Ixubãy Rabuy Puyanawa, junto ao povo Puyanawa, situada na zona rural do município de Mâncio Lima, estado do Acre, na Amazônia Ocidental. Foi realizado um estudo etnográfico junto à Comunidade Puyanawa e os instrumentos para a coleta dos dados empíricos foram: observação participante, entrevista, análise documental e triangulação dos dados. Para a análise dos dados, fundamentou-se em autores como Stuart Hall (2006), Terezinha Maher (1996), Magda Soares (2001), entre outros. Essas chaves de leitura são propiciadoras de um trabalho pedagógico e de formação docente mais abrangente e flexível para instituir uma política cultural, preocupando-se com as questões relacionadas às diferenças culturais, ao poder, à história e à identidade dos povos indígenas. São perspectivas políticas que apoiam a heterogeneidade das experiências em educação escolar indígena, visto que o Brasil possui um quadro crescente, no que concerne ao número de alunos matriculados nessa modalidade de ensino. As escolas nas aldeias contam com mais de 7.000 professores em formação, segundo o Censo Escolar de 2006, e esta pesquisa indica a dificuldade de se concretizar as propostas diferenciadas, bilíngue, intercultural e autônoma da educação escolar indígena.

 

 


Palavras-chave


Formação de Professores/as; Educação Escolar Indígena; Estudos Culturais.





ISSN 1415-837X (impresso) e ISSN 2237-8707 (on-line)