Zonas erógenas e práticas pedagógicas: repensando as sexualidades na formação docente

Samilo Takara, Teresa Kazuko Teruya

Resumo


Este artigo analisa uma página online da revista Nova intitulada Mapa das zonas erógenas para discutir as representações das sexualidades no material e as pedagogias culturais inscritas nos textos e nas imagens fornecidos pela publicação como possibilidades para uma formação docente atenta às identidades de gênero e sexual. Vislumbra-se esse material midiático como artefato cultural que apresenta os corpos de um homem e de uma mulher, apontando os locais onde estão as zonas erógenas para cada sexo. Embasados pelas teorizações feministas e foucaultianas, ancoradas nos Estudos Culturais, e utilizando o material disponibilizado pela revista para discutir a naturalização e a fixação do desejo e das sexualidades atreladas aos corpos biologicamente, questiona-se a formação docente como uma capacitação neutra e centrada no conteúdo. Atentos às perspectivas das afetividades e dos desejos, propõe-se a inscrição dos discursos acerca das sexualidades na formação de professores e de professoras para instabilizar as noções de ciência e de verdade. Desse modo, somam-se as questões subjetivas como perspectivas pertinentes à formação docente. Considera-se que a compreensão dos corpos e das sexualidades como inscrições que alteram as subjetividades contribuem para pensar sobre os modos de ser e de agir no mundo e na formação de professores e de professoras para indagar, estimular, discutir e problematizar as possibilidades sexuais e de gênero nos diferentes espaços sociais.

 


Palavras-chave


Educação; Mídia; Sexualidade; Formação de professores.

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ISSN 1415-837X (impresso) e ISSN 2237-8707 (on-line)