História da formação de professoras para a infância: experiências no Brasil e na Argentina

Magda Sarat

Resumo


A figura da professora frequenta as memórias de todos os indivíduos que passaram pela escola em algum momento da vida. Em geral é uma representação feminina que tem um lugar central na educação das crianças pequenas em todos os países do Ocidente, onde majoritariamente o trabalho docente ficou nas mãos das mulheres a partir do séc. XIX. Este trabalho, em andamento, integra um projeto de cooperação desenvolvido entre instituições do Brasil e da Argentina. Procuraremos discutir nele aspectos da história da infância brasileira (objeto de estudos e pesquisa anteriores) e da infância argentina (aproximações recentes da bibliografia), no tocante ao lugar da professora ou do feminino e suas implicações na organização da educação da criança pequena. Historicamente o modo como se constituiu a presença feminina na educação da criança pequena é responsável por imprimir uma forma de organização escolar que remete a práticas de ‘maternagem’ ou concepções ‘biologicistas’ da educação da mulher, e tais concepções refletem-se nas políticas de atendimento à infância tanto no Brasil como na Argentina, chegando até a atualidade. A reflexão perpassa, assim, pela organização social e histórica das instituições de atendimento e da educação da criança, utilizando as contribuições de teóricos dos dois países sobre o tema,, além das contribuições de Norbert Elias para compreender a formação do indivíduo civilizado desde a infância. Apresentaremos levantamentos bibliográficos iniciais, na tentativa de compreender a temática em relação aos países citados, com recurso aos estudos da formação docente e de gênero.

 


Palavras-chave


Infância-Educação Infantil; Trabalho Docente; América Latina

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DOI: http://dx.doi.org/10.0000/rtpe.v18i1.28995



ISSN 1415-837X (impresso) e ISSN 2237-8707 (on-line)