Metabolismo dos compostos nitrogenados em ovinos alimentados com dietas contendo farelo de mamona destoxificado - doi: 10.4025/actascianimsci.v32i2.8074

Autores

  • Daniel Cézar da Silva Universidade Federal do Piauí
  • Arnaud Azevêdo Alves Universidade Federal do Piauí
  • Vânia Rodrigues Vasconcelos Universidade Federal do Piauí
  • Hoston Tomás Santos do Nascimento Embrapa Meio Norte
  • Miguel Arcanjo Moreira Filho Universidade Federal do Piauí
  • Maria Elizabete de Oliveira Universidade Federal do Piauí

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascianimsci.v32i2.8074

Palavras-chave:

balanço de nitrogênio, líquido ruminal, nitrogênio amoniacal, Ricinus communis, valor nutritivo

Resumo

Avaliou-se o efeito da inclusão de 0; 33; 67 e 100% do farelo de mamona destoxificado (FMD) em substituição ao farelo de soja em dietas para ovinos em terminação sobre o metabolismo dos compostos nitrogenados, em delineamento de blocos ao acaso em parcelas subdivididas (tempos de coleta líquido ruminal e sangue), com cinco animais por tratamento. Não houve efeito (p > 0,05) sobre os parâmetros de metabolismo de nitrogênio, Ningerido, Nfecal, Nurinário, Nabsorvido e Nretido (g dia-1), relação Nfecal/Ningerido e Nurinário/Ningerido (%),Nfecal/Nurinário (g g-1) e balanço de nitrogênio (%), com médias 26,70 ± 5,50; 8,73 ± 1,79; 2,17 ± 0,71; 17,96 ± 3,98; 15,78 ± 3,17; 32,90 ± 2,82; 7,89 ± 2,55; 5,08 ± 1,61 e 59,19 ± 4,68, respectivamente. As dietas influenciaram (p < 0,05) os valores de pH e N-NH3 no líquido ruminal (LR) e ureia no soro sanguíneo, com interação (p < 0,05) dos níveis de inclusão de farelo de mamona nas dietas x tempos de coleta de LR e sangue apenas para os teores de N-NH3 ureia no soro sanguíneo. O farelo de mamona destoxificado pode ser utilizado em substituição ao farelo de soja em dietas para ovinos em terminação, por não influenciar o metabolismo do nitrogênio, com estabilidade do pH ruminal, da concentração de N-NH3 no líquido ruminal e de ureia no soro sanguíneo em relação aos intervalos fisiológicos normais para a espécie ovina. Neste caso, o nível de inclusão deste coproduto na dieta de ovinos deve ser realizado de acordo com a viabilidade econômica da substituição.

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Biografia do Autor

  • Daniel Cézar da Silva, Universidade Federal do Piauí
    Médico Veterinário graduado pela Universidade Federal do Piauí no ano de 2008. Durante o período de graduação, foi bolsista do Programa de Iniciação Científica de Universidade Federal do Piauí, desenvolvendo projetos na área de Produção Animal. Com a obtenção da graduação em Medicina Veterinária, recebeu o prêmio de 1º lugar na Homenagem do CCA/UFPI aos melhores estudantes do período, pelo reconhecimento do esforço e dedicação ao curso. Em 2009 obteve o título de Mestre em Ciência Animal, pela Universidade Federal do Piauí, onde atuou na área de Produção Animal com Linha de Pesquisa em Exigências Nutricionais e Avaliação de Alimentos para Ruminantes. Atualmente é Doutorando da Universidade Federal Rural de Pernambunco, atuando na área de Produção Animal com Linha de Pesquisa em Nutrição de Ruminantes.
  • Arnaud Azevêdo Alves, Universidade Federal do Piauí
    Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba (1987), mestrado (1991) e doutorado (2004) em Zootecnia pela Universidade Federal do Ceará. Atualmente é Professor Associado I da Universidade Federal do Piauí, com orientados de Doutorado, Mestrado e Inciação Científica. É Coordenador do Curso de Agronomia da UFPI e Sub-Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da UFPI, onde desenvolve atividades como Líder do Grupo de Pesquisa e Difusão Tecnológica em Nutrição de Ruminantes. Tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em Avaliação de Alimentos para Animais, atuando principalmente nos seguintes temas: alimentos alternativos, produção animal, alimentação de ruminantes, nutrição de ruminantes e bovinocultura de leite.
  • Vânia Rodrigues Vasconcelos, Universidade Federal do Piauí
    VÂNIA RODRIGUES VASCONCELOS É MÉDICA VETERINÃRIA PELA UFPI E CONCLUIU O CURSO DE DOUTORADO PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA EM 1997. ATUALMENTE É PROFESSORA ADJUNTA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÃ. PUBLICOU 15 ARTIGOS EM PERIÓDICOS ESPECIALIZADOS E 41 TRABALHOS EM ANAIS DE CONGRESSO. POSSUI 1 LIVRO PUBLICADO E 4 ITENS DE PRODUÇÃO TÉCNICA. ORIENTOU 2 DISSERTAÇÕES DE MESTRADO. ATUALMENTE ORIENTA 2 ALUNOS DE DOUTORADO, 2 DE MESTRADO E 2 DE INICIAÇÃO CIENTÃFICA. PARTICIPA DE 3 PROJETOS DE PESQUISA FINANCIADOS. MINISTRA 2 DISCIPLINAS NO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL DA UFPI (DOUTORADO E MESTRADO), ALÉM DE COLABORAR EM OUTRAS 2.
  • Hoston Tomás Santos do Nascimento, Embrapa Meio Norte
    possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal Rural da Amazônia (1973) , mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (1977) e doutorado em Nutrição Animal pela University of Arizona (1988) . Atualmente é Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Tem experiência na área de Zootecnia , com ênfase em Nutrição e Alimentação Animal. Atuando principalmente nos seguintes temas: Comportamento animal, Nutrição animal.
  • Miguel Arcanjo Moreira Filho, Universidade Federal do Piauí
    Iniciou o curso de Engenharia Agronômica em 2002.1 e concluiu em 2007.1, recebendo o prêmio de 1º lugar na Homenagem do CCA/UFPI aos melhores estudantes do período, pelo reconhecimento do esforço e dedicação ao curso. Foi estagiário do Centro de Pesquisa Agropecuária do Meio-Norte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, no período de out/2005 a nov/2006 e bolsista PIBIC/CNPq, pelo período de ago/2006 a jul/2007. Tem experiência na área de Produção Animal, com ênfase em Avaliação de Alimentos para Ruminantes e Forragicultura, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação de alimentos, formulação de rações, alimento alternativo, pastagem nativa, caprinos, ovinos, bovinos... Atualmente é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade Federal do Piauí, na área de Produção Animal na linha de pesquisa Exigências Nutricionais e Avaliação de alimentos para Ruminanes e /nao Ruminantes.
  • Maria Elizabete de Oliveira, Universidade Federal do Piauí
    Zootecnia pela Universidade Federal da Paraíba (1988) e doutorado em Ecologia pela Universidade de Brasília (1999). Atualmente é professoraa associada da Universidade Federal do Piauí. Tem experiência na área de alimentação de ruminantes e pastagens, com ênfase em Sistemas Silvipastoris, Avaliação e produção de forragens, atuando na área de produção de caprinos e ovinos.

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Publicado

2010-07-02

Edição

Seção

Nutrição de Ruminantes

Como Citar

Metabolismo dos compostos nitrogenados em ovinos alimentados com dietas contendo farelo de mamona destoxificado - doi: 10.4025/actascianimsci.v32i2.8074. (2010). Acta Scientiarum. Animal Sciences, 32(2), 219-224. https://doi.org/10.4025/actascianimsci.v32i2.8074