Anatomia e cinética de degradação do feno de Manihot glaziovii - doi: 10.4025/actascianimsci.v32i2.8800

Autores

  • Andrezza Araújo França UFPB
  • Adriana Guim UFRPE
  • Ângela Maria Vieira Batista UFRPE
  • Rejane Magalhães de Mendonça Pimentel UFRPE
  • Geane Dias Gonçalves Ferreira UFRPE
  • Isis Darlene Sabóia Leal Martins UFRPE

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascianimsci.v32i2.8800

Palavras-chave:

parede celular, lignina, microscopia vegetal, digestibilidade, forrageira nativa

Resumo

Avaliaram-se a composição química, o teor de compostos secundários, a degradabilidade in situ, a anatomia e a degradabilidade dos tecidos do feno de maniçoba, a partir de plantas em início de frutificação, oriundas de uma vegetação de caatinga em Ibimirim, Estado do Pernambuco. O caule apresentou células com variados graus de lignificação, destacando-se a presença de fibras gelatinosas, parênquima medular lignificado e espessas paredes celulares no xilema. As folhas se destacam pela presença da estrutura girder, caracterizam-se pela grande quantidade de mesofilo, constituído por células com paredes delgadas, contribuindo para a degradabilidade de matéria seca. Idioblastos contendo drusas de oxalato foram encontrados nos tecidos vasculares, na nervura principal da folha. Eles funcionam como mecanismos de defesa do vegetal contra herbívoros e podem afetar a disponibilidade de minerais para o animal. O feno de maniçoba, apesar de obtido de planta em avançado estágio de maturidade (início da frutificação), possui adequada composição química e baixos teores de ácido cianídrico e taninos. Os principais limitantes à degradabilidade são o espessamento e a lignificação das paredes celulares, especialmente nos tecidos do caule. Adicionalmente, os diversos aspectos aqui relatados induzem à continuidade de pesquisas em diversos focos e visam ao melhoramento e à utilização desta espécie como forrageira.

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Biografia do Autor

  • Andrezza Araújo França, UFPB
    Programa de Doutorado Integrado em Zootecnia (Bolsista CNPq)
  • Adriana Guim, UFRPE
    Dep. de Zootecnia, Rua Dom Manuel Medeiros, s/n, Dois Irmãos, CEP 52171 900 Recife, PE (Bolsista PET/MEC/SESu)
  • Rejane Magalhães de Mendonça Pimentel, UFRPE
    Laboratório de Fitomorfologia Funcional do Departamento de Biologia/Botânica.
  • Geane Dias Gonçalves Ferreira, UFRPE
    Unidade Acadêmica de Garanhuns, Av. Bom Pasto, S/N., Bairro Boa Vista, 55296-190, Garanhuns-PE
  • Isis Darlene Sabóia Leal Martins, UFRPE
    Departamento de Agronomia - Graduação em Engenharia Agronômica

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Publicado

2010-04-12

Edição

Seção

Forragicultura

Como Citar

Anatomia e cinética de degradação do feno de Manihot glaziovii - doi: 10.4025/actascianimsci.v32i2.8800. (2010). Acta Scientiarum. Animal Sciences, 32(2), 131-138. https://doi.org/10.4025/actascianimsci.v32i2.8800