Polissacarídeos sulfatados isolados das clorofíceas Caulerpa racemosa e Caulerpa cupressoides – extração, fracionamento e atividade anticoagulante - doi: 10.4025/actascibiolsci.v32i2.5923
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascibiolsci.v32i2.5923Palavras-chave:
algas verdes, macromoléculas sulfatadas, coagulação sanguínea, TTPAResumo
A incidência de doenças cardiovasculares e os efeitos adversos da heparinoterapia têm motivado a busca por novos agentes terapêuticos e os polissacarídeos sulfatados (PS) de algas marinhas têm sido reportados como fontes alternativas para tal. Objetivou-se avaliar o potencial anticoagulante dos PS totais (PST) isolados e fracionados das clorofíceas Caulerpa racemosa e Caulerpa cupressoides. Inicialmente, os PST foram extraídos com papaína em tampão acetato de sódio 0,1 M (pH 5,0) contendo cisteína 5 mM e EDTA 5 mM, seguidos de fracionamento em coluna de troca iônica de DEAE-celulose com gradiente de NaCl. As frações obtidas foram analisadas por eletroforese em gel de agarose a 0,5% e a atividade anticoagulante, mensurada pelo tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA), usando-se plasma humano normal e comparada a uma curva-padrão de heparina (193 UI mg-1). Verificaram-se semelhantes perfis cromatográficos entre os PS de ambas as espécies, porém com padrões de mobilidades distintas quando as frações foram comparadas por eletroforese. Os PS modificaram o TTPA, cujas atividades anticoagulantes foram de apenas 21,23 e 24,36 UI mg-1, quando eluídos com 0,75 M de sal para C. racemosa e C. cupressoides, respectivamente. Portanto, PS anticoagulantes isolados das clorofíceas C. racemosa e C. cupressoides resultaram em efeitos anticoagulantes inferiores aos da heparina. Estudos comparativos dessas moléculas também são sugeridos como ferramentas auxiliares na identificação de algas do mesmo gênero.Downloads
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