Esperança de vida e educação permanente na terceira idade - doi: 10.4025/actascihumansoc.v34i1.16191

Autores

  • Regina Taam Universidade Estadual de Maringá
  • Claudio Stieltjes Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v34i1.16191

Palavras-chave:

expectativa de vida, princípio esperança, pedagogia da esperança, envelhecimento

Resumo

No trabalho que apresentamos, procuramos demonstrar a distância que separa os conceitos de expectativa de vida e de esperança de vida, tomados como sinônimos pelo IBGE, pela mídia e por pesquisadores do campo da gerontologia. A delimitação conceitual é estabelecida a partir da obra do filósofo Ernst Bloch, Princípio Esperança, e do pensamento pedagógico de Paulo Freire. Em Bloch, a esperança imprime à vida uma direção projetiva, orientada pela consciência antecipadora; esta se constitui da aliança entre o sonho e a realidade, sem se perder no universo onírico, mas sem deixar que a realidade imponha seus limites. Freire nos traz a pedagogia da esperança, que pode ser uma ferramenta valiosa na ação educativa intensional e sistemática com pessoas idosas, em instituições de ensino superior. O educador progressista tem o desafio de provocar em seus alunos o desejo da mudança, da transformação das condições sociais e políticas impostas por um sistema que ofende a dignidade humana. A mudança exigirá uma contínua aprendizagem de conteúdos científicos que alarguem e aprofundem a compreensão do mundo. A incompletude do ser humano obriga-o a buscar sempre novos conhecimentos que o ajudem a avançar para além do senso comum, construído a partir das experiências cotidianas. A velhice, alimentada pela esperança de vida, traz a energia necessária ao esforço exigido pelo engajamento na transformação do mundo.

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Biografia do Autor

  • Regina Taam, Universidade Estadual de Maringá
    Professora Associada da Universidade Estadual de Maringá (DFE/UEM) e Doutora em Educação (UFF)
  • Claudio Stieltjes, Universidade Estadual de Maringá
    É pos-graduado lato sensu em Saúde Pública pela Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade de São Paulo, possui mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1999) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2006). Atualmente é professor da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de Ciências Sociais (Política, Movimentos Sociais, Sociologia Urbana, Antropologia). No domínio da Filosofia atua como professor na área da Filolosofia renascentista, moderna e contemporânea.

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Publicado

2012-03-22

Edição

Seção

Dossiê

Como Citar

Esperança de vida e educação permanente na terceira idade - doi: 10.4025/actascihumansoc.v34i1.16191. (2012). Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, 34(1), 19-26. https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v34i1.16191

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