Liberdade e presciência: uma ‘difícil questão’

Autores

  • Paulo Ricardo Martines Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v40i1.39426

Palavras-chave:

ética, liberdade, vontade, teologia.

Resumo

 

O propósito desse artigo é explicitar a solução de Anselmo de Cantuária para o tema da concordância da presciência de Deus com a liberdade humana, uma discussão de acentuado recorte ético. A reflexão dialética do monge beneditino de Bec, estruturada na perspectiva da quaestio medieval, reconhece que os eventos futuros ocorrem de modo necessário enquanto que o livre-arbítrio não realiza nenhuma ação por necessidade. Anselmo reconhece o poder da vontade diante de Deus e confirma o desígnio providencial de Deus, decorrente de sua eterna sabedoria. As ações humanas são livres porque Deus as sabe de antemão, e as predestina como tais, porque ele quer que a vontade humana não seja coagida ou movida por nenhuma necessidade. Essa discussão é formulada na última obra de Anselmo, datada de 1103 e intitulada o Acordo da presciência, predestinação e graça de Deus com o livre-arbítrio.

 

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Biografia do Autor

  • Paulo Ricardo Martines, Universidade Estadual de Maringá
    Possui doutorado em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (2000), com período de especialização no Institut Catholique de Paris (ICP). Atualmente é professor adjunto da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de História da Filosofia, com ênfase em filosofia medieval, atuando principalmente nos seguintes temas: Anselmo de Cantuária, Filosofia Medieval, Vontade e Liberdade.

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Publicado

2018-07-30

Edição

Seção

Filosofia

Como Citar

Liberdade e presciência: uma ‘difícil questão’. (2018). Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, 40(1), e39426. https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v40i1.39426

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