O espaço da escrita feminina nos contos The crop, de Flannery O’Connor, e A conversation with my father, de Grace Paley
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v48.i2.76429Palavras-chave:
contos de mulheres; literatura e gênero; crítica literária feminista.Resumo
O objetivo deste artigo é analisar o espaço da escritora e da escrita feminina nos dois contos: The crop, escrito em 1947 por Flannery O’Connor, e A conversation with my father, escrito em 1994 por Grace Paley. Entendendo a escrita como um lugar (McFadden, 2007, p. 4), nossa hipótese é a de que os objetos de análise manifestam a dificuldade da mulher em entrar e ser levada em conta em tal espaço, bem como se debruça sobre as questões envolvidas com essa dificuldade. A escrita, como ofício, sempre foi um lugar de gênero marcado. Se levarmos em consideração a literatura do leste europeu e da América do Norte, somente a partir do final do século 19 que as mulheres passaram a ter alguma voz no mundo literário; antes disso, era raro que qualquer escritora obtivesse sucesso profissional. Comparando essas histórias, nossa análise concerne a presença das mulheres autoras na literatura partindo das evidências literárias para uma reflexão acerca do tema. Cada espaço é um espaço de luta, e nosso interesse neste estudo é analisar se e, se for o caso, de que maneira os contos selecionados nos fazem refletir sobre a tentativa fracassada das protagonistas em ‘alterar’ a falsa neutralidade no processo criativo da arte — olhando para isso por uma perspectiva materialista de acordo com Olsen (2003) e Russ (2018).
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