n. 36
Esta edição do Boletim de Conjuntura Econômica traz a análise do comportamento da economia brasileira no segundo trimestre de 2007 e fechamento, também em termos de números dos indicadores e análises, do primeiro semestre do mesmo ano, em relação à s áreas Fiscal, Monetária, Preços, Setor Externo, Conjuntura Agropecuária e das principais variáveis que medem a atividade econômica do país.
Observa-se nos períodos analisados que – igualmente o que vêm sendo registrados em nossos boletins mais recentes – o país vem apresentando um cenário bastante favorável na maioria de seus indicadores.
As Contas Públicas continuam tendo como destaque o aumento das receitas e mantida a elevada carga tributária. Pesa contra essa performance favorável, ainda o elevado custo da dívida pública observando-se um crescimento em ritmo acelerado na Dívida Mobiliária Federal.
Na Política Monetária, destaca-se em primeiro plano o processo de redução gradual nas taxas de juros (SELIC e de mercado). E também a evolução positiva da oferta de crédito, tanto para as pessoas físicas como para as pessoas jurídicas.
No Setor Externo, vemos a continuidade do seu bom desempenho conforme já observado anteriormente, mantendo, ainda, saldos comerciais em níveis elevados. No entanto, perdendo força em face do crescimento proporcionalmente maior das importações em relação à s exportações, influenciando a apreciação cambial verificada no período.
Todo esse quadro favorável dos indicadores, somado ao crescimento das atividades na indústria e no comércio, com reflexo na redução da taxa de desemprego, impulsionou o crescimento do PIB no semestre com alta de 4,9% no período e de 5,4% no segundo trimestre comparado com o mesmo período do ano passado. Este foi o melhor resultado dos três últimos anos, puxado principalmente pela indústria, investimento do setor produtivo e consumo interno.
Neste Boletim consta para o segundo trimestre apenas uma análise prospectiva do PIB uma vez que somente hoje, no seu fechamento é que temos a publicação pelo IBGE.
Por final, a evolução da taxa do crescimento do PIB juntamente com os outros indicadores, de certa forma, faz gerar uma expectativa mais otimista em relação à tendência futura da economia brasileira. Contrapõe-se, no entanto, a recente pressão de crescimento dos preços dos bens e serviços, demonstrado pelos principais índices analisados, o que leva a sinalizar um possível aquecimento da demanda, principalmente de bens de consumo e alimentos o que, somado com a elevação dos preços internacionais das commodities, começa a preocupar as autoridades econômicas do governo.