(Con)viver com tuberculose/hiv os sentidos representados pelo processo de adoecimento: uma análise de discurso
DOI:
https://doi.org/10.4025/ciencuidsaude.v20i0.57184Palavras-chave:
Coinfecção, HIV, Tuberculose, Saúde pública, Doença crônicaResumo
Objetivo: analisar os sentidos produzidos pelo processo de adoecimento e como eles afetam as pessoas que vivem com tuberculose (TB) e o vírus da imunodeficiência humana (human immunodeficiency virus [HIV]). Método: trata-se de pesquisa qualitativa, com fundamentação teórico-metodológica da Análise de Discurso (AD) de matriz francesa, realizada em um centro de referência para infecções crônicas, no período de janeiro a julho de 2015. Utilizou-se um roteiro de entrevista semiestruturada para a coleta de dados primários. Para a coleta de dados secundários se recorreu ao livro de registro e acompanhamento de tratamento dos casos de TB; ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); e ao sistema de controle de pacientes com TB. Resultados: foram entrevistadas 6 pessoas que realizam tratamento para TB e HIV e emergiram 3 blocos discursivos: “Tuberculose e HIV: sentidos circulantes”; “O vínculo paciente-profissional e utilização de incentivos na continuidade do tratamento”; e “Condicionantes que influenciam o processo de adoecimento”. Considerações finais: a concepção de que esses agravos acometem apenas determinados indivíduos se mantém circulante na sociedade, favorecendo o preconceito, diagnóstico tardio e dificuldade de adesão ao tratamento. Assim, fazem-se necessárias políticas públicas e ações de promoção à saúde por parte dos gestores e profissionais da saúde para contribuir com a (des)construção de saberes e o cuidado integral e longitudinal tanto daqueles que estão em tratamento quanto de seus familiares.
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