A pandemia da Covid-19 e gestão orçamentária das universidades federais: uma análise sob a ótica do indicador custo corrente por aluno equivalente
DOI:
https://doi.org/10.4025/enfoque.v45i1.57551Palavras-chave:
Custo corrente por aluno; Universidades federais; Pandemia da COVID-19Resumo
Objetivo: O estudo analisa as mudanças no indicador “Custo corrente por aluno equivalente” nas Universidades Federais do Brasil nos períodos antes e durante a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).
Metodologia: classifica-se como descritivo-exploratório, documental e quantitativo. Para a coleta dos dados, foi utilizado a Plataforma Universidade 360 e os Relatórios de Gestão de Contas Anuais das Universidades Federais. Na amostra, foi considerado 57 universidades federais que possuiam o indicador de Custo Corrente por Aluno Equivalente nos anos 2019, 2020 e 2021. A análise, contou com o teste t de Student para comparar médias dos grupos e discussão das justificativas apresentadas pelas universidades.
Lacuna: A forma diferenciada em tempo de emergência sanitária e anormalidade no processo de ensino e as dificuldades na remodelagem e falta de recursos da tecnologia da informação e comunicação com impacto no custo por aluno.
Relevância: A emergência identificada na pandemia e a necessidade de apresentar solução urgente para manter as aulas, com a modalidade de educação à distância. Na adequações do uso intensivo de recursos tecnológicos para viabilizar o ensino por meio da flexibilização das tradicionais aulas presenciais com a quebra de paradigma.
Resultados e contribuições: Foi observado que os indicadores apresentaram mudanças estatisticamente significativas entre os anos de 2019 e 2020, o primeiro ano da pandemia, enquanto houve pouca alteração entre 2019 e 2021. Na análise das justificativas, destaca-se que a Covid-19 foi associada ao aumento de despesas de capital, como: desenvolvimento de softwares, plataformas digitais e aplicativos, além do atraso na diplomação dos alunos. Por outro lado, foi possível encontrar relatos sobre a redução de despesas correntes, como: energia elétrica, água, limpeza e custos ligados ao Restaurante Universitário da instituição.
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