A CONSTRUÇÃO DA EXPRESSÃO ‘AUTORIA’ NO ATO INFRACIONAL: ENTRE DISCURSIVIDADE E ESTIGMA

Autores

  • Jacqueline de Oliveira Moreira Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais ­ (PUC­-MG) Autor
  • Andréa Máris Campos Guerra Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Autor
  • Mariana Furtado Vidigal Autor
  • Ana Carolina Dias Silva Autor
  • Rodrigo Goes e Lima Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/psicolestud.v24i0.40169

Resumo

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) representa um importante avanço ao conferir ao menor de idade, antes objeto de intervenção do Estado em nome de um ideal de ‘bem-estar’ no Código de Menores, o estatuto de um sujeito portador de plenos direitos e deveres. No que diz respeito ao jovem autor de ato infracional, no entanto, identificamos que o reconhecimento da autoria pode dar margem a riscos e desvios de interpretação que podem surgir no momento em que se acopla a noção de autor à concepção de ‘crime’, podendo, pois, produzir a ideia de um sujeito criminal, como proposto por Michel Misse. Se de um lado o termo autor localiza o adolescente na posição de sujeito, de outro, ele pode aprisionar o jovem dentro de determinada discursividade circunscrita e limitada ao ato infracional que ele cometeu. Pretendemos, assim, no presente artigo, primeiramente, localizar o tema da autoria no ECA, dialogar com a construção da ideia de autor na sua interface com a apreensão do leitor, a partir de teorização de Foucault em articulação com a psicanálise freudo-lacaniana, e por fim, pensar dispositivos que ofereçam novas forças de inscrição para este autor que, muitas vezes, escapam dos nós aprisionados/aprisionantes das cadeias de associação discursiva.

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Biografia do Autor

  • Jacqueline de Oliveira Moreira, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais ­ (PUC­-MG)

    Doutora em Psicologia Clinica (PUC SP), Mestre em Filosofia (UFMG), Professora do Programa de PoÌs­Graduação em Psicologia da PUC Minas, Psicanalista, Membro do GT da ANPEPP “PsicanaÌlise, PoliÌtica e CliÌnica”, Bolsista Produtividade PQ 2-CNPq. jackdrawin@yahoo.com.br 

  • Andréa Máris Campos Guerra, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

    Psicanalista. PsicoÌloga e Bacharel em Direito. Mestre em Psicologia Social (UFMG), e Doutora em Teoria PsicanaliÌtica (UFRJ) com EÌtudes Approfondies em Rennes II (França). Professora Adjunta do Departamento e da PoÌs ­Graduação em Psicologia da FAFICH/UFMG. Membro do GT “PsicanaÌlise, PoliÌtica e CliÌnica” da ANPEPP. andreamcguerra@gmail.com 

  • Mariana Furtado Vidigal
    Psicanalista. Mestre em Estudos PsicanaÌliÌticos pelo Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia e Ciencias Humanas da UFMG. Especialista em PsicanaÌlise: Teoria e PraÌtica pela Universidade FUMEC. marianafvidigal@yahoo.com.br
  • Ana Carolina Dias Silva

    PsicoÌloga pela Universidade Federal de Minas Gerais, com eÌ‚nfase em Processos CliÌnicos e Formação Complementar Aberta em “Subjetividades poliÌticas e TerritoÌrios”. Integrante do NuÌcleo Psilacs – PsicanaÌlise e Laço Social no ContemporaÌ‚neo. acdsilva.psi@gmail.com 

  • Rodrigo Goes e Lima

    PsicoÌlogo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com eÌ‚nfase em Processos CliÌnicos e Formação Complementar Aberta em “CieÌ‚ncia PoliÌtica”. Integrante do NuÌcleo Psilacs –PsicanaÌlise e Laço Social no ContemporaÌ‚neo. rodrigo.goeselima@gmail.com 

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Publicado

2019-10-16

Edição

Seção

Artigos originais

Como Citar

A CONSTRUÇÃO DA EXPRESSÃO ‘AUTORIA’ NO ATO INFRACIONAL: ENTRE DISCURSIVIDADE E ESTIGMA. (2019). Psicologia Em Estudo, 24. https://doi.org/10.4025/psicolestud.v24i0.40169