Aprisionado no Purgatório: Há Salvação para o Consumidor?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/rimar.v12i2.62197

Palavras-chave:

Consumidor, Consumo, Organizações, Purgatório

Resumo

Nas últimas décadas, o estudo do consumo tem ganhado novas cores a partir de olhares diferenciados. O capitalismo, é o paradigma predominante e acaba por permear as ações das sociedades contemporâneas. O consumo é atacado com preconceito de cultura anti material e ao consumidor é imputada uma responsabilização desproporcional pelos impactos do consumo, especialmente em relação as organizações. Assim, em uma arena com sob a égide de deuses poderosos (grandes corporações), o consumidor foi aprisionado em uma instância de constante julgamento, necessidade de justificação e dever de redenção.  Utilizamos uma metáfora que nos auxiliasse no desafio da redenção do consumidor, recorrendo à obra A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321). Propomos a discussão teórica, onde consumo, sua ambiguidade e seus aspectos morais envolvendo trabalho e consumo, são refletidos com base nessa jornada do Ante Purgatório, passando aos pecados: orgulho, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxuria. A escolha acontece pela influência que a cultura católica exerce no contexto brasileiro, podendo ser útil na construção das pontes que almejamos estabelecer discutindo a culpabilidade imputada ao consumidor versus as possíveis respostas e saídas de cada círculo.

Biografia do Autor

  • Lair Silva, Universidade Estadual de Maringá

    Mestre em Administração e Doutoranda em Administração pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Estadual de Maringá - UEM.

  • Melissa Sperandio, Universidade Estadual de Maringá

    Mestre em Administração e Doutoranda em Administração pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Estadual de Maringá - UEM.

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Publicado

2022-12-29

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Aprisionado no Purgatório: Há Salvação para o Consumidor?. (2022). Revista Interdisciplinar De Marketing, 12(2), 114-127. https://doi.org/10.4025/rimar.v12i2.62197