Época de aplicação de fungicidas para controle de doenças de final de ciclo em soja, Glycine max (L.) Merrill
DOI:
https://doi.org/10.4025/actasciagron.v23i0.2597Palavras-chave:
Glycine max, Colletotrichum truncatum, Cercospora kikuchii, soja, doenças de final de ciclo, controle químicoResumo
No Brasil, há cerca de 40 doenças identificadas em soja que são responsáveis por prejuízos anuais de 15% a 20% da produção, e as doenças de final de ciclo (DFC) podem causar perdas superiores a 20%. Apenas na safra 1997/98, essas perdas foram estimadas em 1,3 bilhões de dólares. A resistência genética é o método mais econômico e eficaz no controle dessas doenças, mas, devido à inexistência de cultivares resistentes para a maioria delas, o controle químico pode ser uma alternativa. Há pouca informação disponível, no Brasil, sobre a eficiência ou a época de aplicação de fungicidas na parte aérea da soja. Este trabalho teve por objetivo avaliar qual a melhor época de aplicação de fungicidas na soja para controle de patógenos causadores de DFC e seu efeito na produtividade de grãos. Foram instalados experimentos em três sistemas de manejo do solo: semeadura direta, cultivo mínimo e preparo convencional. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, com cinco repetições e dez tratamentos, sendo uma testemunha e nove diferentes épocas de aplicação do fungicida difenoconazole (75 g i.a./ha). As pulverizações foram nos estádios de R5.1, R5.2, R5.3, R5.4, R5.5, R5.6, R5.1, com reaplicação em R5.4, R5.2, com reaplicação em R5.5 e R5.3, com reaplicação em R6. Foram avaliados: a severidade de DFC, a porcentagem de desfolha, a produtividade de grãos e o peso de 1.000 sementes. Não foi possível verificar diferenças significativas quanto à produtividade, devido ao baixo nível de DFC ocorrido durante a safra. Quanto aos demais parâmetros avaliados, os resultados mostraram maior eficiência de duas pulverizações com difenoconazole (75 g i.a./ha) em R5.1 e R5.4, nos três experimentos. Foi possível observar que os resultados em sistema de cultivo convencional foram superiores aos em semeadura diretaDownloads
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