Aspectos formativos do embate entre fé gentílica e leis da Cidade-Estado em Antígona - doi: 10.4025/actascihumansoc.v33i1.11755

Autores

  • José Joaquim Pereira Melo UEM - Universidade Estadual de Maringá
  • Renan Willian Fernandes Gomes UEM - Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v33i1.11755

Palavras-chave:

Sófocles, homem, tradição, educação

Resumo

Neste texto, pretende-se abordar como, em Antígona, Sófocles representa o processo de transição entre mito e razão — fé gentílica e lei estatal — entre os séculos VIII a V a.C, tendo em vista os aspectos formativos da peça. A reflexão proposta por Sófocles tem como fio condutor a reação da princesa Antígona ao edito do rei Creonte que proibia a realização de cerimônia fúnebre para um dos irmãos dela, Polinices. No embate em que, de um lado, a protagonista se respalda na religião patriarcal e, de outro, o antagonista defende as leis da Cidade-Estado, Sófocles coloca na ordem do dia não somente um conflito de personagens, mas também o conflito vivenciado pelo homem grego nesse momento de transição. Destarte, em Antígona, o poeta apresenta, mesmo que de maneira não-intencional, o ideal formativo correspondente às necessidades da sociedade helênica do seu tempo. Para o desenvolvimento dessa abordagem, optou-se por uma metodologia que prevê a compreensão da sociedade grega no período em questão como a base para a discussão do processo formativo inerente à representação sofocliana.

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Biografia do Autor

  • José Joaquim Pereira Melo, UEM - Universidade Estadual de Maringá
    Possui Graduação em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Mandaguari (1985), Graduação em História pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Mandaguari (1988), Mestrado em História e Sociedade pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1990), Doutorado em Historia e Sociedade pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1998) e Pós-Doutorado em História da Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2007). Atualmente é Professor Associado da Universidade Estadual de Maringá. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Antiga e Medieval, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação, Sêneca, Santo Agostinho, Cristianismo e Helenismo.
  • Renan Willian Fernandes Gomes, UEM - Universidade Estadual de Maringá
    Graduação em Letras Licenciatura plena em Língua Portuguesa. Atualmente desenvolve pesquisa em Teatro Grego no Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

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Publicado

2011-03-30

Edição

Seção

História da Educação

Como Citar

Aspectos formativos do embate entre fé gentílica e leis da Cidade-Estado em Antígona - doi: 10.4025/actascihumansoc.v33i1.11755. (2011). Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, 33(1), 117-122. https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v33i1.11755

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