Humanismos ibéricos no tempo do pós-humanismo: Notas sobre o legado textual português.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v48i1.82274

Palavras-chave:

Humanismos; Pós-humanismos; humanistas; Renascimento Ibérico

Resumo

Este artigo aborda a ambiguidade semântica dos termos "humanismo" e "humanista" desde o século XVI até aos debates contemporâneos. Enquanto o primeiro cristalizou como termo historiográfico a partir do século XIX, o segundo surgiu na primeira metade do século XVI, em latim e na língua vernácula portuguesa, como um neologismo estranho e problemático. Hoje em dia, prolifera no discurso público ibérico num impreciso sentido ético-político. Nos estudos contemporâneos sobre o Renascimento, os investigadores substituem-no frequentemente por rótulos menos comprometedores, como "modernidade" ou com recurso ao adjetivo "humanístico", para evitar as suas armadilhas conceituais. Assim, este texto propõe uma "expedição em direção à clareza" para avaliar a relevância destes termos como ferramentas funcionais para historiadores e filólogos.

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Publicado

2026-07-02

Edição

Seção

Filosofia e Ciências Humanas

Como Citar

Sánchez Tarrío , A. M. . (2026). Humanismos ibéricos no tempo do pós-humanismo: Notas sobre o legado textual português. Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, 48(1), e82274. https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v48i1.82274

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