Théodule Ribot: a liberdade em face da hereditariedade e da memória
DOI :
https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v40i1.37999Mots-clés :
determinismo, dualidade corpo-alma, metafísica, psicofisiologia, psicologia experimental.Résumé
O filósofo e psicólogo francês Théodule Ribot pretendia estabelecer uma psicologia experimental, ou seja, uma psicofisiologia, e, para isso, precisava superar a psicologia fundada na noção de alma. As tradicionais noções de alma imortal, de consciência, de vontade e de livre arbítrio, entre outras, são substituídas por fenômenos fisiológicos. O objetivo deste trabalho é pensar a liberdade humana num contexto no qual fatores deterministas, como a hereditariedade e a memória, são preponderantes. Ribot considera que a antítese entre determinismo e liberdade é insolúvel no âmbito científico, uma vez que ela é uma questão metafísica. Entretanto, a psicologia deve renunciar à metafísica e esta, por sua vez, deve perecer em razão de suas próprias contradições. Há, no pensamento de Ribot, um ceticismo em relação à quilo que podemos conhecer fora da ciência.
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