Expressões de homoerotismo na poesia Ode Marítima, de Fernando Pessoa. Mergulho nos insondáveis: mar e imaginário
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v39i1.31185Palavras-chave:
Ode Marítima, ficção, imaginário, homoerotismo, epistemologia do armário.Resumo
O presente estudo procura compreender o imaginário correspondente à realidade social do poeta luso Fernando Pessoa (1888-1935), nos seus efeitos descritíveis a partir de uma análise das expressões de homoerotismo na poesia Ode Marítima. Assinada por Ãlvaro de Campos, o heterônimo considerado mais impulsivo e indisciplinado de Fernando Pessoa, Ode Marítima foi publicada em 1915 na Orpheu, revista considerada o embrião do modernismo português. A angústia do eu-lírico pessoano no confronto com o ‘armário’ (Sedgwick, 2007), aferida na leitura ora apresentada, permite-nos entrever um imaginário marcado compulsivamente pela heteronormatividade.
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