Reflexões em torno da ‘peste da insônia’, em Cem anos de solidão

Autores

  • Marcelo Ferraz Paula Universidade Federal de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v40i1.32706

Palavras-chave:

Gabriel García Márquez, memória, esquecimento.

Resumo

 

 O artigo propõe uma leitura crítica de episódio presente no início do romance Cem anos de solidão (1967), de Gabriel García Márquez. A passagem gira em torno dos sucessos decorrentes da ‘peste da insônia’, que contamina os habitantes de Macondo e se difunde pela cidade, causando a perda das memórias. Além de situar essa passagem dentro da dinâmica geral da obra, discutimos alguns sentidos possíveis para as estratégias que os personagens desenvolvem diante da iminente deterioração das recordações. Com base nas contribuições teóricas de Adorno e Horkheimer (1985), Benjamin (1996) e Gagnebin (2014), concluímos que o enfrentamento da crise da insônia pode ser interpretado como superação da ‘pré-história’ de Macondo e que as estratégias empreendidas no romance podem iluminar o debate sobre as políticas da memória (e do esquecimento) na América Latina contemporânea.

 

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Biografia do Autor

  • Marcelo Ferraz Paula, Universidade Federal de Goiás
    Professor adjunto da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás e membro permanente do quadro de professores do programa de pós-graduação em letras e linguística da UFG. Doutor em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela USP.

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Publicado

2018-02-22

Edição

Seção

Literatura

Como Citar

Reflexões em torno da ‘peste da insônia’, em Cem anos de solidão. (2018). Acta Scientiarum. Language and Culture, 40(1), e32706. https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v40i1.32706

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