O sentido de ‘ser índio’: práticas discursivas na luta pelo território no atual cenário político brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v42i2.51609Palavras-chave:
Identidade; práticas discursivas; governo; povos indígenasResumo
Neste artigo, pretendemos discutir as práticas discursivas veiculadas por sites de notícias, entre governo e povos indígenas, na luta pelo Território no atual cenário político brasileiro. Para isso, abordamos os sentidos de ser índio/a no Brasil, em outras palavras, a (trans)formação identitária indígena, bem como determinadas práticas discursivas envolvendo os/as indígenas, em meio ao debate político nacional sobre a (não)demarcação e exploração de terras indígenas. Autores/a como Maher (1998, 2007), Bakhtin (2003), Cuche (2002), Bakthin e Volochinov (2006), Stuart Hall (2015), entre outros, balizam a discussão sobre identidade e cultura. Situadas na ‘Análise do Discurso’, fundamentamos a noção de discurso em uma perspectiva foucaultiana (Foucault, 1995; 2007; 2014), a fim de problematizar as relações de poder entre governo e populações indígenas. O que percebemos é que na luta de poder, nos movimentos de resistência, a identidade indígena se afirma e se sustenta, fortalecendo, mais e mais, o sentido de ser índio/a. A nós, analistas do discurso, que tentamos mostrar as contradições e problematizamos as evidências de sentido, cabe o dever de contribuir com práticas discursivas mais eficientes na luta contra os discursos hegemônicos.
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