A voz do estereótipo nos assistentes digitais
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v44i1.60071Palavras-chave:
género; incorporação; informação; linguagem; tecnologia.Resumo
Os processos de reprodução e sintetização da voz humana nos dispositivos de assistência digital não obedecem, somente, a mecanismos puramente tecnológicos. Neles também se evidenciam quer formas de conceber a linguagem segundo os preceitos da informação quer formas de actualizar e perpetuar certos estereótipos sociais, particularmente os de género. É com o propósito de reflectir sobre a articulação de ambas que se justificam os conteúdos expostos no presente artigo, assim como a principal distinção conceptual, que, nele, é desenvolvida, entre ‘a voz que ouve’ e ‘a voz que é ouvida’. São duas as teses que norteiam esse propósito. A primeira sugere que a padronização dos assistentes digitais segundo critérios de discriminação de género é, ainda, nos nossos tempos, uma das várias manifestações do amplo fenómeno da divisão sexual do trabalho. A segunda tese, por sua vez, abrange o fenómeno tecnológico da chamada “convergência digital” e diz respeito aos modos de como os estereótipos auditivos, baseados na imagem de mãe-cuidadora, complementam e reforçam os estereótipos visuais. Para que a articulação teórica das duas teses seja profícua, é necessário, antes de tudo, desmistificar a suposta interacção verbal entre máquina e utilizador, mostrando – ao contrário do que se infere do imaginário tecnológico contemporâneo – a impossibilidade dialógica de ambos.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Joaquim Braga

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
DECLARAÇÃO DE ORIGINALIDADE E DIREITOS AUTORAIS
Declaro que o presente artigo é original, não tendo sido submetido à publicação em qualquer outro periódico nacional ou internacional, quer seja em parte ou em sua totalidade.
Os direitos autorais pertencem exclusivamente aos autores. Os direitos de licenciamento utilizados pelo periódico é a licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0): são permitidos o acompartilhamento (cópia e distribuição do material em qualqer meio ou formato) e adaptação (remix, transformação e criação de material a partir do conteúdo assim licenciado para quaisquer fins, inclusive comerciais.
Recomenda-se a leitura desse link para maiores informações sobre o tema: fornecimento de créditos e referências de forma correta, entre outros detalhes cruciais para uso adequado do material licenciado.



