Forma e antiforma: a poesia em desmonte de Edimilson de Almeida Pereira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v44i2.60422

Palavras-chave:

forma; antiforma; poesia contemporânea; Edimilson de Almeida Pereira; poesia afro-brasileira

Resumo

Considerando que a forma se torna uma questão crucial para o discurso da modernidade, a se entrelaçar com noções de ritmo, comunidade e crítica, este artigo busca analisar o projeto de desmanche da tradição e de revisão histórica que o poeta Edimilson de Almeida Pereira realiza ao propor a concepção de antiforma. Em diálogo com a herança afro-diaspórica, entre outras expressões poéticas modernas e arcaicas, o verso em constante interrupção do poeta acaba por incluir no discurso da crise da poesia, questões relativas à origem, à sobrevivência e à disseminação, de modo a desfazer qualquer leitura permanente e positiva de forma. Tendo isso em vista, nesse artigo são interrogadas algumas teorias do verso, como as de Mallarmé, Giorgio Agamben e Marcos Siscar, além de importantes contribuições de Jacques Derrida para o problema do estilo e para a tarefa da desconstrução, e que se mostram centrais para a aproximação de uma poética notoriamente inclinada à aprendizagem da desmontagem, ao mesmo tempo em que trabalha também pela continuidade, pelo infinito e pela justiça

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Publicado

2022-07-28

Edição

Seção

Literatura

Como Citar

Forma e antiforma: a poesia em desmonte de Edimilson de Almeida Pereira. (2022). Acta Scientiarum. Language and Culture, 44(2), e60422. https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v44i2.60422

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