Sertão, espaço de germinação poética topofílica e biofílica em Patativa do Assaré: uma abordagem ecocrítica
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v46i2.69353Palabras clave:
biofilia; topofilia; poesia patativiana; tropos ecocríticos.Resumen
Frente aos problemas ambientais enfrentados em nossa contemporaneidade, socioambientalistas de todo mundo se mobilizam com o objetivo de pensar a relação ser humano-natureza. Em vista disso, surgiram estudos sistemáticos e interdisciplinares na tentativa de questionar a condição utilitarista dos bens naturais como recursos não renováveis. Desse modo, pretendeu-se ampliar as discussões sobre a Ecocrítica como articuladora desta interdisciplinaridade. O conceito da teoria literária Ecocrítica contribuiu para as análises de nossa pesquisa. Para tal feito, o objetivo desta pesquisa foi analisar a relação ser humano-natureza na poética de Patativa do Assaré, a qual tematiza a Literatura e a Ecologia, pautadas na corrente crítica Ecocrítica. Assim, as análises poéticas concorrem para a compreensão sobre o sertão nordestino como espaço onde brotam a semente e as rimas que expressam os sentimentos topofílicos e biofílicos. Como resultados obtidos a partir das análises das poesias, pôde-se observar que a poética patativiana se consolidou como espaço sertanejo no qual floresce rimas no mesmo ritmo que a natureza floresce e, por fim, uma literatura topofílica e biofílica e, para tal, uma nova ressignificação da relação sujeito-natureza. Concluiu-se que a Ecocrítica se tornou uma importante ferramenta de análise do texto literário, permitindo perceber uma ressignificação do ser humano-natureza. Em específico, a poética de Patativa do Assaré permite olhar o lugar, o ser e a existência numa unicidade, sendo assim, em um tríplice aspecto indissociável.
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