Política Monetária

Autores

  • Ana Cristina Lima Couto Autor
  • Arthur Gualberto Bacelar da Cruz Urpia Autor
  • Débora da Silva Antonio Autor
  • Henrique José Pelegrini Pangoni Autor
  • Matheus Tessarine Bologna Autor
  • Nicolas Ruan Simionato Gotardo Autor
  • Pedro Henrique Nascimento da Cruz Autor
  • Sávio Evandro dos Santos Pinto Autor
  • Thiago Felipe de Lima Autor

Palavras-chave:

Crédito. Endividamento. Política Monetária.

Resumo

No ano de 2021, o Banco Central do Brasil passou a adotar uma política monetária contracionista, com a meta da taxa Selic saltando de 2% a.a. para 9,25% a.a., uma alta de 7,25 p.p. Entretanto, a política monetária não foi eficaz e a inflação no Brasil fechou o ano no patamar de 10,06%, quase o dobro do teto da meta de inflação, que era de 5,25%, e como a terceira maior inflação entre os países do G20. Além disso, havia o temor, por parte do presidente do Banco Central do Brasil, de uma desancoragem das expectativas de inflação para os anos posteriores, isto diante das mudanças no regime fiscal no Brasil. Ao analisar o Ãndice de Preços ao Consumidor (IPCA) por grupos, verifica-se que os principais vilões da inflação no Brasil foram transportes com 19,33%, isto devido ao aumento do preço dos combustíveis, habitação com maior variação anual com 12,39%, seguido por artigos de residência com 11,46% e alimentação e bebidas, que foi um dos responsáveis pela inflação para diversos países do G20, com elevação de 7,67%. Analisando-se a inflação por faixa de renda, verifica-se que, no ano de 2021, as famílias de renda média-baixa e renda média foram as que apresentaram as maiores altas, sendo de 10,4% e 10,26%, respectivamente. Isto se diferenciou do observado no ano de 2020, em que as maiores altas inflacionárias foram para as famílias de renda muito baixa e renda baixa. Quanto às concessões de crédito realizadas pelo Sistema Financeiro Nacional (SFN), verifica-se que, no segundo semestre de 2021, houve um aumento nominal de 11% no saldo das operações de crédito e de 16% nos últimos 12 meses encerrados em dezembro/21 e que este aumento foi impulsionado pelas operações de crédito para pessoa física. O movimento da taxa média de juros das operações de crédito no ano de 2021 foi de alta, tanto na variação semestral como em 12 meses, movimento bem diferente do observado em 2020 quando as taxas de juros sofreram redução. Por fim, faz-se importante destacar que, mesmo com o aumento das taxas de juros no mercado de crédito bancário, do endividamento e comprometimento da renda, a taxa de inadimplência média total ficou abaixo de 3% em 2021, o que caracteriza uma estabilidade, mesmo com cenário adverso. 

Referências

ANP. Agência Nacional do Petróleo. Disponível em: https://www.gov.br/anp/pt-br. Acesso em 19 mar. 2022.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Histórico das taxas de juros. 2022a. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/historicotaxasjuros. Acesso: 22 fev. 2022.

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Publicado

2022-08-05

Edição

Seção

Política Monetária