O USO DO TERRITÓRIO PELA CITRICULTURA E A PERMANÊNCIA DO TRABALHO INFANTIL NO CENTRO-SUL DE SERGIPE

Autores

  • Carlos Alberto Vasconcelos Depto de Educação Campus prof. Alberto Carvalho Universidade Federal de Sergipe Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v35i2.28693

Palavras-chave:

Trabalho Infantil. Citricultura. Território. Políticas Públicas.

Resumo

O território citricultor no centro-sul de Sergipe passa por transformações decorrentes de relações capitalistas de trabalho no meio rural, combinadas com o uso do trabalho familiar e da mão de obra infantil. Este estudo analisa as relações de trabalho infantil na atividade citrícola, considerando a (des)territorialização e a precarização do uso e abuso da força de trabalho ilegal, as quais requerem investigar o desenvolvimento da citricultura na região e os impactos socioeconômicos causados à população. Trata-se de uma problemática inerente às crianças e adolescentes pobres, enquanto mecanismo de sobrevivência, simultaneamente, de exploração entre diversificados mecanismos de acumulação capitalista. Na contemporaneidade não ocorreu a mudança a que se aspirava diante do avanço da tecnologia em todas as áreas produtivas e nas formas de relações de trabalho difundidas. A investigação permitiu a reconfiguração territorial do trabalho infantil no centro-sul sergipano, tendo como marco referencial a atividade citrícola e a permanência da força de trabalho das crianças e adolescentes, inclusive como estratégia das famílias para subsistência das unidades de produção dentro do capitalismo. O estudo partiu de pesquisa bibliográfica limitada, complementada por pesquisa de campo, propiciando identificar questionamentos, sugestões, problemas e alternativas socioeconômicos. Como destaque foram constatadas questões relativas à modernização agrícola e ao uso do território, espacialmente diversificados, independentemente da escala, sem apresentarem a mesma dinamicidade; a citricultura sergipana ainda se encontra em crise, mesmo com variadas políticas agrícolas específicas; permanece o predomínio da agricultura familiar, inclusive com o emprego indiscriminado do trabalho de crianças e adolescentes. O setor continua ressentindo-se de políticas eficazes e distributivas que proporcionem condições dignas para a sustentação das famílias e erradicação ou diminuição do trabalho infantil. Evidencia-se a persistente inserção precoce de crianças e adolescentes no mundo do trabalho diante das precárias condições materiais de vida, de produção e de renda insuficiente das famílias, mesmo entre aquelas beneficiadas por programas sociais de governo com suas contradições e fragilidades na reversão da problemática. Espera-se, finalmente, que esta pesquisa contribua com estudos sociais, sobretudo os relacionados à geografia agrária e regional no país, especificamente no estado de Sergipe.

Biografia do Autor

  • Carlos Alberto Vasconcelos, Depto de Educação Campus prof. Alberto Carvalho Universidade Federal de Sergipe

    Depto de Educação

    Ãrea de Geografia

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Publicado

2017-12-01

Edição

Seção

Resumo de teses e dissertações

Como Citar

O USO DO TERRITÓRIO PELA CITRICULTURA E A PERMANÊNCIA DO TRABALHO INFANTIL NO CENTRO-SUL DE SERGIPE. Boletim de Geografia, [S. l.], v. 35, n. 2, p. 159–160, 2017. DOI: 10.4025/bolgeogr.v35i2.28693. Disponível em: https://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/28693. Acesso em: 30 maio. 2026.