A TERRITORIALIZAÇÃO DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - MST NA MICRORREGIÃO GEOGRÃFICA DE CAMPO MOURÃO, PARANÃ - BRASIL

Autores

  • Aurea Andrade Viana de Andrade Universidade Estadual do Paraná - UNESPAR Autor
  • Elpídio Serra Universidade Estadual de Maringá - UEM Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v38i2.38368

Palavras-chave:

Território, Luta, Ocupação, MST

Resumo

O novo modelo de produção agrícola que se instalou no Brasil, entre as décadas de 1960 e 1970, efetivou-se de modo contraditório, uma vez que as políticas públicas de desenvolvimento rural corroboram com as desigualdades sociais no campo com a desterritorialização de milhares de trabalhadores rurais, especialmente no estado do Paraná. Tal processo contribuiu para organização de novos territórios e de novas territorialidades. Igualmente, nos últimos anos, na região de Campo Mourão, surgiram novos territórios no espaço rural e, dentre eles, os de trabalhadores rurais sem-terra: uma parte organizada na forma de assentamentos, implantados pelo poder municipal em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, outros na forma de acampamentos que se transformam, por meio da luta, em assentamentos. Para melhor compreensão desse movimento de des-re-territorilização dos trabalhadores rurais sem-terra, abordamos, na pesquisa, o processo da territorialização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST na Microrregião Geográfica de Campo Mourão. A pesquisa teve um caráter teórico e empírico com entrevistas e depoimentos dos trabalhadores rurais sem-terra dos assentamentos e dos acampamentos Irmã Dorothy e Nossa Senhora do Carmo, localizados no município de Barbosa Ferraz. Esses movimentos são formas de poder e de resistência à ordem estabelecida na sociedade capitalista.

Downloads

Publicado

2020-10-28

Edição

Seção

Artigos científicos

Como Citar

A TERRITORIALIZAÇÃO DO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - MST NA MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA DE CAMPO MOURÃO, PARANÁ - BRASIL. Boletim de Geografia, [S. l.], v. 38, n. 2, p. 1–17, 2020. DOI: 10.4025/bolgeogr.v38i2.38368. Disponível em: https://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/38368. Acesso em: 30 maio. 2026.