As contribuições do Programa Minha Casa, Minha Vida para a (re)produção do espaço urbano nas pequenas cidades do semiárido brasileiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/bolgeogr.v40.a2022.e62125

Palavras-chave:

Regularização fundiária, Segregação socioespacial, Política habitacional, Planejamento urbano

Resumo

Este trabalho objetivou analisar as contribuições do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) para a (re)produção do espaço urbano nas pequenas cidades do semiárido brasileiro. Para tanto, adotou-se como recorte espacial os conjuntos habitacionais Santo Expedito e Bartolomeu, na cidade de Venha-Ver, situada no estado do Rio Grande do Norte. Foram considerados os aspectos fundiários, as condições das unidades habitacionais e a satisfação dos beneficiários, mediante aplicação de questionários, análises documentais e de dados secundários. Os conjuntos habitacionais estudados caracterizam-se pela irregularidade fundiária, decorrente da inatividade do poder público municipal quanto às ações cartorárias; ocorrências de abandonos e invasões de imóveis, fatores que contribuem para a insegurança jurídica e para segregação socioespacial. Quanto às condições das unidades habitacionais, conclui-se que, muito comumente, não condizem com a realidade das famílias beneficiadas, o que leva à realização de reformas para adaptar a estrutura original. No que se associa ao conforto ambiental, as maiores fragilidades foram a temperatura elevada e a presença de umidade, sendo esta última recorrente no período chuvoso. Mesmo diante destas condições, a população em sua maioria, demonstra satisfação quanto às residências e aos conjuntos habitacionais. Os moradores insatisfeitos associam tal condição às problemáticas estruturais, ocorrência de patologias nos imóveis e às relações estabelecidas com os vizinhos.

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Publicado

2022-07-21

Edição

Seção

Artigos científicos

Como Citar

As contribuições do Programa Minha Casa, Minha Vida para a (re)produção do espaço urbano nas pequenas cidades do semiárido brasileiro. Boletim de Geografia, [S. l.], v. 40, p. 102–116, e62125, 2022. DOI: 10.4025/bolgeogr.v40.a2022.e62125. Disponível em: https://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/BolGeogr/article/view/62125. Acesso em: 30 maio. 2026.