O exílio dos músicos no Cone Sul: o Tango Rojo de Piru Gabetta

Autores

  • Alexandre Felipe Fiuza UNIOESTE Autor
  • Ernesto Bohoslavsky Universidad Nacional de General Sarmiento Autor

Palavras-chave:

Exílio, Músico, Militância política, Ditadura argentina.

Resumo

Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa de recorte internacional sobre os músicos exilados no Cone Sul ao longo das ditaduras ocorridas no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, entre as décadas de 1960 e 1980. As fontes são a análise da bibliografia, discografia, documentos oficiais das polícias políticas e serviços de informação, e, principalmente, os testemunhos dos envolvidos. São conhecidos os casos de músicos exilados com maior projeção midiática, mas há uma rede de músicos ignorada pela historiografia, lacuna esta que poderia ser preenchida pela história oral. Esta metodologia revela, para além do conhecimento das trajetórias destes músicos, os impasses, as características dos regimes ditatoriais, as subjetividades que permearam este período histórico, bem como as respostas que estes músicos deram a este estado de coisas. Em particular, analisaremos, neste texto, a história de vida do argentino Néstor (Piru) Gabetta, cantor de tango e militante político do PRT (Partido Revolucionario de los Trabajadores) que se exilou na França por nove anos a partir de 1976, período em que integrou o grupo Tiempo Argentino e quando lançou o disco Tango Rojo. Em seus anos de exílio, também viveu na Espanha, onde deu continuidade a sua carreira musical. Esta trajetória traz uma recorrência nos casos dos músicos exilados, ou seja, a atuação paralela na música e na política, pois, quando do exílio, estes artistas produziram espetáculos de denúncia e manifestações de solidariedade às vítimas das ditaduras, engajando-se em movimentos que congregavam outros músicos de diferentes nacionalidades e matizes políticos.

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Publicado

2017-03-14

Edição

Seção

Cultura e Manifestações Culturais

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