A extrema direita na Argentina pós-peronista entre a sacristía e a revolução: o caso de Tacuara

Autores

  • Daniel Lvovich Autor

Palavras-chave:

Universidad Nacional de General Sarmiento - Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas de la República Argentina

Resumo

Neste trabalho analisamos o caso do movimento Tacuara. Trata-se de um grupo de extrema direita que começou a atuar publicamente na Argentina, em 1958. O grupo sofreu uma série de divisões motivadas pelo enfrentamento entre os setores conservadores e entreguistas católicos por um lado, e pelos grupos que, após a Revolução Nacional, buscaram conectar-se com o peronismo, particularmente, com os sindicatos dessa orientação. Este segundo grupo fundamentava-se numa ideologia autoritária, corporativista, antidemocrática e antisemita, porém também antiimperialista, populista e, em algumas ocasiões, anticapitalista. Tais orientações converteram o movimento Tacuara e, em particular, os grupos que se consideravam revolucionários, em um ponto de vista apropriado para discutir a pertinência do conceito de fascismo para a América Latina no Pós-Guerra, explorando as possibilidades de aplicação neste continente de um conceito que surgiu para dar conta de fenômenos especificamente europeus.

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Publicado

2017-04-16

Edição

Seção

Mesa Redonda

Como Citar

A extrema direita na Argentina pós-peronista entre a sacristía e a revolução: o caso de Tacuara. (2017). Dialogos, 13(1), 45-61. https://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/Dialogos/article/view/36747