Tecnologia, redes e o ensino de história: desafios curriculares e epistemológicos
DOI:
https://doi.org/10.4025/dialogos.v29i3.78173Palavras-chave:
ensino de história, cultura digital, currículo, letramento histórico-digital, consciência históricaResumo
As transformações tecnológicas recentes alteraram profundamente a produção, circulação e apropriação do conhecimento histórico. A consolidação da cultura digital, marcada pela centralidade das redes sociais e dos dispositivos móveis, impacta currículos escolares, práticas pedagógicas e processos de aprendizagem de crianças e adolescentes. No ensino de História, essas mudanças tensionam fundamentos epistemológicos da disciplina, ao disputar critérios de verdade e autoridade do saber histórico. O artigo analisa desafios curriculares e epistemológicos da hiperconectividade e defende a integração crítica do digital como prática formativa orientada à consciência histórica.
Downloads
Referências
BARCA, Isabel. Perspectivas em educação histórica. São Paulo: Contexto, 2001.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
BONETE, Willian Junior. Ensino de História e mídias digitais: desafios e possibilidades para a prática docente. História & Ensino, Londrina, v. 19, n. 1, p. 139–158, 2013.
BONETE, Willian Junior; MANKE, Lisiane Sias; SZLACHTA JUNIOR, Arnaldo Martin. O ensino de História e os desafios do tempo presente: mídias sociais e negacionismos. Aedos, Porto Alegre, v. 15, n. 34, p. 6–14, 2023.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 6. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2013.
CHARTIER, Roger. Novas tecnologias e a história da cultura escrita: obra, leitura, memória e apagamento. Leitura: Teoria & Prática, Campinas, v. 35, n. 71, p. 17–29, 2017.
DESMURGET, Michel. A fábrica de cretinos digitais: os perigos das telas para nossas crianças. São Paulo: Vestígio, 2021.
DIAS-TRINDADE, Sara; MILL, Daniel (org.). Educação e humanidades digitais: aprendizagens, tecnologias e cibercultura. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2019. DOI: 10.14195/978-989-26-1772-5.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. Tradução de Laura Fraga de Almeida Sampaio. São Paulo: Loyola, 1996.
FOUCAULT, Michel. O sujeito e o poder. In: DREYFUS, Hubert L.; RABINOW, Paul. Michel Foucault: uma trajetória filosófica – para além do estruturalismo e da hermenêutica. Tradução de Vera Porto Carrero. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995. p. 231–249.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
IBGE. Acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal: PNAD Contínua TIC 2023. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 16 jan. 2026.
JENKINS, Henry. Cultura da convergência. Tradução de Susana Alexandria. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2009.
MENESES, Sônia Maria de. Uma história ensinada para Homer Simpson: negacionismos e os usos abusivos do passado em tempos de pós-verdade. Revista História Hoje, São Paulo, v. 8, n. 15, p. 66–88, 2019. DOI: 10.20949/rhhj.v8i15.522.
MOREIRA, Antônio Flávio Barbosa; CANDAU, Vera Maria. Indagações sobre o currículo: currículo, conhecimento e cultura. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.
NAPOLITANO, Marcos. Negacionismo e revisionismo histórico no século XXI. In: PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Novos combates pela História: desafios, ensino. São Paulo: Contexto, 2021.
RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história: os fundamentos da ciência histórica. Tradução de Estevão de Rezende Martins. Brasília: Editora UnB, 2001.
SACRISTÃN, José Gimeno. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VEEN, Wim; VRAKKING, Ben. Homo Zappiens: educando na era digital. Porto Alegre: Artmed, 2009.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
DECLARAÇÃO DE ORIGINALIDADE E CESSÃO DE DIREITOS AUTORAIS
Declaro que o presente artigo é original, não tendo sido submetido à publicação em qualquer outro periódico nacional ou internacional, quer seja em parte ou em sua totalidade. Declaro, ainda, que uma vez publicado na revista DIÃLOGOS, editada pela Universidade Estadual de Maringá, o mesmo jamais será submetido por mim ou por qualquer um dos demais co-autores a qualquer outro periódico. Através deste instrumento, em meu nome e em nome dos demais co-autores, porventura existentes, cedo os direitos autorais do referido artigo à Universidade Estadual de Maringá e declaro estar ciente de que a não observância deste compromisso submeterá o infrator a sanções e penas previstas na Lei de Proteção de Direitos Autorias (N. 9609, de 19/02/98).
STATEMENT OF ORIGINALITY AND COPYRIGHT CESSION
I declare that the present article is original, has not been submitted for publishing on any other national or international journal, neither partly nor fully. I further declare that, once published on DIÃLOGOS journal, edited by the State University of Maringá, it will never be submitted by me or by any of the other co-authors to another journal. By means of this instrument, on my behalf and on behalf of the other co-authors, if any, I waive the copyright of said article to the State University of Maringá and declare that I am aware that non-compliance with this commitment will subject the violator to sanctions and penalties set forth in the Copyright Protection Law (No 9609, of 19/02/98).



