Os cemitérios públicos como alvo das disputas entre Igreja e Estado na crise do Império (1869-1891)

Auteurs-es

  • Cláudia Rodrigues Auteur

Mots-clés :

regalismo, ultramontanismo, romanização, crise do Império, cemitérios públicos, sepultura eclesiástica

Résumé

Este artigo pretende identificar de que forma o tema da morte pode ser um canal de análise da ação ultramontana e romanizante da hierarquia eclesiástica no período imperial, especialmente entre os anos de 1869 e 1889, quando a questão dos sepultamentos eclesiásticos se tornou uma arena de acirrada polêmica entre o episcopado de algumas capitais do Império e os defensores das idéias liberais e anticlericais, expressas, por exemplo, pelos agentes defensores da maçonaria e da causa protestante. No contexto em que a hierarquia eclesiástica buscava afirmar sua autonomia frente às políticas regalistas do Estado, a defesa da jurisdição eclesiástica sobre os cemitérios públicos se transformou em importante arma da sua política de romanização, na busca pela afirmação dos seus dogmas e da manutenção de sua hegemonia sobre a sociedade.

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Biographie de l'auteur-e

  • Cláudia Rodrigues
    Doutora em História pela UFF e Professora Titular da Universidade Salgado de Oliveira/UNIVERSO

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Publié

2017-04-16

Numéro

Rubrique

Artigos

Comment citer

Rodrigues, C. (2017). Os cemitérios públicos como alvo das disputas entre Igreja e Estado na crise do Império (1869-1891). Dialogos, 13(1), 119-142. https://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/Dialogos/article/view/36751