Volume e composição da dívida no desempenho econômico de empresas industriais brasileiras na crise da Covid-19
DOI :
https://doi.org/10.4025/enfoque.v45i2.71254Mots-clés :
Volume da dívida; Composição da dívida; Desempenho econômico; Crise da Covid-19; Pré-crise, crise e retomada da crise.Résumé
Objetivo: verificar a influência do volume e da composição da dívida no desempenho econômico de empresas industriais brasileiras na crise da Covid-19.
Método: pesquisa descritiva, documental e quantitativa. Amostra composta por 74 empresas industriais brasileiras listadas na Brasil, Bolsa, Balcão (B3). Dados abrangendo o lapso temporal de 2017 a 2022 – 6 anos, ao todo –, analisados por técnicas estatísticas, com ênfase a regressão linear múltipla.
Originalidade/relevância: este é o primeiro estudo que se tem conhecimento a avaliar a influência da dívida no desempenho econômico de empresas considerando concomitantemente os cenários econômicos de pré-crise, de crise e de retomada da crise da Covid-19. O ambiente brasileiro é favorável para tal configuração, dado que a queda brusca econômica de 2020 foi logo recuperada.
Resultados: considerando o período total – de 2017 a 2022 –, se tem que o endividamento oneroso e, ainda, a sua preponderância no longo prazo, afetam negativamente o retorno sobre o patrimônio líquido de empresas industriais brasileiras. Já quando isolado o período de crise da Covid-19 – 2020, no caso –, os resultados não são significativos, sendo mantidas as considerações anteriores. Por fim e mais importante, se tem que quando da retomada da crise da Covid-19 – 2021 e 2022, no caso –, o endividamento oneroso passa a afetar positivamente o retorno sobre o patrimônio líquido, enquanto o efeito negativo da maior alocação do endividamento oneroso no longo prazo no retorno sobre o patrimônio líquido é substancialmente minimizada quando da retomada da crise.
Contribuições teóricas/metodológicas/práticas: direciona-se gestores corporativos a considerar os estágios econômicos a fim de melhor captar recursos financeiros com vistas a alavancar o desempenho das organizações que administram. Além do mais, pontua-se que as abordagens de estrutura de capital podem atuar no mesmo agrupamento, sendo no cenário aqui estudado, a pecking-order theory e a martket timing theory preponderantes.
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