Retornos do primeiro dia de IPO, preferência por assimetria e sentimento do investidor
DOI:
https://doi.org/10.4025/enfoque.v39i1.41963Resumo
O presente estudo teve por objetivo investigar a relação entre a preferência por assimetria, o sentimento dos investidores e os retornos do primeiro dia das empresas brasileiras que realizaram IPO no período de 2005 a 2017. A amostra contou com 105empresas, dentre as 150 que realizaram IPO nesse intervalo de 13 anos. O método econométrico utilizado foi análise de regressão. Como principais resultados, observou-se que tanto a preferência dos investidores por assimetria quanto o sentimento do investidor, mensurado pelo índice com variáveis de mercado e pelo volume, afetaram positivamente os retornos do primeiro dia de IPO, não se podendo rejeitar as hipóteses de pesquisa. Os resultados não foram robustos a outras proxies de sentimento do investidor (Momento, ICC - Ãndice de Confiança do Consumidor e ICI - Ãndice de Confiança da Indústria), porém o efeito da assimetria e do índice de sentimento permaneceram evidentes em todas estimativas utilizadas, com exceção da estimação com amostra de empresas com idade superior a 11 anos no momento do IPO. A contribuição teórica da pesquisa envolve, além da discussão sobre a assimetria idiossincrática no mercado brasileiro quando da ocorrência de IPOs, a verificação do papel da idade da empresa para verificação do efeito da assimetria e do sentimento do investidor no retorno do primeiro dia do IPO. Conclui-se, portanto, que os investidores reagem positivamente a momentos de otimismo no mercado (sentimento do investidor), demonstrando sua preferência por assimetria em relação aos retornos do primeiro dia do IPO.
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