A contradição político-pedagógica dos Pré-Vestibulares Populares frente às políticas de ações afirmativas

Autores

  • Igor Corrêa Pereira Universidade Federal do Rio Grande do Sul Autor

Palavras-chave:

PVP’s, ingresso ao ensino superior, movimentos sociais, ações afirmativas, universidade brasileira

Resumo

Dentro de um cenário em que o vestibular passa cada vez mais a sofrer críticas pelo caráter excludente das camadas mais populares da juventude, faz-se necessário refletir sobre o posicionamento político-pedagógico dos pré-vestibulares populares (PVP’s), em especial frente às políticas de ações afirmativas. Fenômeno de ocorrência nacional principalmente a partir dos anos 90, os PVP’s, espaços que utilizam os conteúdos exigidos nos vestibulares como fator de mobilização de milhares de pessoas interessadas no ingresso ao ensino superior, são projetados por concepções político-pedagógicas contraditórias. Pelo menos dois posicionamentos projetam a importância dos PVP’s: por um lado, são entendidos como política pública que pode contribuir para democratizar o ingresso no ensino superior; de outro, atuariam como movimento social, e nessa qualidade devem pressionar o Estado para que ele construa políticas públicas de democratização do acesso ao ensino superior, dentre elas a política de cotas étnico-sociais. Para além de situar o debate a respeito da implementação do programa de ações afirmativas, o objetivo desse artigo é contribuir para o desafio da mudança de concepções pela qual passa a universidade brasileira, marcadamente no último qüinqüênio. 

Biografia do Autor

  • Igor Corrêa Pereira, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    Graduado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria 

    Especialista em Gestão Educacional pela Universidade Federal de Santa Maria

    Técnico em Assuntos Educacionais  da Secretaria Acadêmica do Instituto de Física /UFRGS

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Publicado

2010-10-05

Como Citar

A contradição político-pedagógica dos Pré-Vestibulares Populares frente às políticas de ações afirmativas. (2010). Revista Espaço Acadêmico, 10(113), 53-59. https://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/11134