Lugar de mulher é onde ela quiser?

Teoria e práxis da representatividade de gênero nos comitês de bacias hidrográficas do semiárido brasileiro

Autores

Palavras-chave:

Gênero. Gestão hídrica. Hidropoder. Representatividade Feminina. Semiárido.

Resumo

Não é de hoje que as mulheres reivindicam e lutam por equidade de direitos. Por mais de duas décadas nossa linha de pesquisa buscou verificar a luta pelo acesso à água no Nordeste brasileiro, independente do gênero. No entanto, pôde-se perceber que a gestão doméstica do acesso e uso da água sempre foi/é das mulheres, principalmente nas zonas rurais dos municípios nordestinos, notadamente caracterizados por não possuírem sistemas de distribuição de água. Essa participação e representatividade acontece também na escala institucional? No Brasil, a gestão hídrica assume aspectos de representatividade da sociedade a partir da lei 9.433/97, sem promover a equidade de gênero na sua composição e/ou legislação. Dessa maneira este artigo busca verificar a representatividade das mulheres por meio do mapeamento dos cargos exercidos por elas na esfera institucional da gestão hídrica nos comitês de bacias especializados parcialmente ou em sua totalidade na região Nordeste.

Biografia do Autor

  • Avani Terezinha Goncalves Torres, UFRPE

    Economista, com mestrado (UFPB) e doutorado em Geografia (UFS) , Docente dos cursos de Economia e Agronomia da Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST/UFRPE) . Pesquisadora a respeito dos temas de água, conflitos hídricos e gênero nos comitês de Bacia Hidrográficas. Participa dos grupos de estudos:  GEPPAS e RIMAS.

  • Aline Lima Pinheiro Machado, UFPA

    Geógrafa e mestranda no Programa de Pós graduação em Geografia da Universidade Federal do Pará.

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Publicado

2021-08-01

Edição

Seção

Mulheres fora do Centro: experiências de ensino, pesquisa e extensão

Como Citar

Torres, A. T. G., & Machado, A. L. P. . (2021). Lugar de mulher é onde ela quiser? Teoria e práxis da representatividade de gênero nos comitês de bacias hidrográficas do semiárido brasileiro. Revista Espaço Acadêmico, 21, 18-30. https://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/59540