Sororidade científica entre mulheres-professoras-pesquisadoras como ruptura da geopolítica do conhecimento no semiárido brasileiro

Autores

  • Lorena Lima de Moraes Universidade Federal Rural de Pernambuco - Unidade Acadêmica de Serra Talhada Autor
  • Letícia Carolina Nascimento Universidade Federal do Piauí Autor https://orcid.org/0000-0003-2159-7179

Palavras-chave:

Rede. Feminismo. Professoras-pesquisadoras. Semiárido. RIMAS.

Resumo

A educação superior no Brasil ainda é um privilégio. A partir de alguns esforços, há pouco mais de uma década, foi possível uma ampliação e reestruturação de universidades públicas, o que proporcionou uma maior interiorização. Todavia, dentro de uma geopolítica do conhecimento acadêmico, os recursos e oportunidades não são equitativos entre as instituições de ensino superior, o que produz inúmeras assimetrias sociais. Além da geopolítica, uma crítica feminista nos permite constatar que mulheres estão ainda mais distantes do processo de distribuição de recursos e oportunidades. Nesse sentido, o presente texto tem como objetivo refletir sobre as nuances que colocam mulheres-professoras-pesquisadoras de instituições do Semiárido brasileiro à margem da produção científica, apresentando a criação da Rede Interdisciplinar de Mulheres Acadêmicas do Semiárido (RIMAS), como uma tática de resistência às desigualdades científicas. Conclui-se que a RIMAS, a partir da sororidade entre mulheres-professoras-pesquisadoras, consegue estabelecer uma rede de trocas e apoio, desde o Semiárido, que potencializa o ensino, a pesquisa e a extensão.

Biografia do Autor

  • Lorena Lima de Moraes, Universidade Federal Rural de Pernambuco - Unidade Acadêmica de Serra Talhada

    Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2006), mestrado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2011) e doutorado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2016). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal Rural de Pernambuco - Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UFRPE-UAST) e professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Tem experiência na área de Sociologia e Metodologia Científica, atuando principalmente nos seguintes temas: organização do trabalho científico, iniciação à docência, monitoria, relações de gênero, mulheres rurais, sexualidade, economia feminista, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, sexualidades e identidade de gênero em contextos rurais e interioranos. Coordena o DADÃ: Grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Relações de Gênero, Sexualidade e Saúde e é co-fundadora e integrante da Rede Interdisciplinar de Mulheres Acadêmicas do Semiárido - RIMAS.

  • Letícia Carolina Nascimento, Universidade Federal do Piauí

    Mulher Travesti, Negra e Gorda. Filha de Xangô e Iansã, no Candomblé de tradição Ketu. Filha de Cabocla na Jurema Sagrada. É leonina, com lua em Capricórnio. Feiticeira de Devires e Bruxa da Sociopoética. Doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Piauí (UFPI/PPGEd). Formada em Pedagogia (UFPI/Parnaíba). Professora do curso de Pedagogia da UFPI, na área de Metodologias de Ensino e Estágio Supervisionado. É terapeuta com formação em Reiki e Arteterapia. É ativista social atuando como co-fundadora e articuladora do Acolhe Trans e junto a coordenação executiva nacional do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (FONATRANS). Vinculada aos seguintes núcleos: Núcleo de Estudo e Pesquisa em Educação Gênero e Cidadania (NEPEGECI/UFPI); a Rede Interdisciplinar de Mulheres Acadêmicas do Semiárido (RIMAS/UFRPE); e ao Políticas do Corpo e Diferenças (POC's/UFPEL). Pesquisadora filiada a Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN) e a Associação Internacional de Pesquisa na Graduação em Pedagogia (AINPGP). Pesquisadora transfeminista investigando e produzindo cartografias decoloniais com travestis negras a partir de uma perspectiva mestiça de encontros entre ideias decoloniais, feministas e da filosofia da diferença. Autora do livro Transfeminismo na Coleção Feminismos Plurais coordenada por Djamila Ribeiro.

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Publicado

2021-08-01

Edição

Seção

Mulheres fora do Centro: experiências de ensino, pesquisa e extensão

Como Citar

Moraes, L. L. de, & Nascimento, L. C. (2021). Sororidade científica entre mulheres-professoras-pesquisadoras como ruptura da geopolítica do conhecimento no semiárido brasileiro. Revista Espaço Acadêmico, 21, 97-108. https://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/59544