Desutilidade poética:

decolonialidade à luz da poesia inventiva de Manoel de Barros

Autores

  • Geane Uliana Miranda Universidade Federal do Espírito Santo Autor

Palavras-chave:

Manoel de Barros, poesia, pensamento decolonial

Resumo

Objetiva-se relacionar o conceito de decolonialidade com a poesia de Manoel de Barros. Inicia-se com a elucidação do que é colonialidade, decolonialidade e pensamento decolonial, especialmente sobre a colonialidade do ser e o eurocentrismo. Discute-se a diferença de descolonização e de decolonialidade; indica-se a relevância do Grupo Modernidade/Colonialidade; e se expõe que o espelho eurocêntrico distorce a imagem do espelho dos povos latino-americanos. Posteriormente, apresenta-se a poesia inventiva do referido poeta, com destaque à desutilidade poética expressa em sua obra, a qual valoriza a simplicidade e as coisas pequenas que são desvalorizadas ao olhar hegemônico. Constata-se a importância do pensamento decolonial para a renovação crítica epistêmica e a necessidade do fomento de discursos que rompam a hegemonia da opressão e evidenciem a potencialidade de saberes advindas da periferia. Nessa perspectiva, aposta-se na poesia de Manoel de Barros como uma força decolonial no cenário da poesia brasileira.

Biografia do Autor

  • Geane Uliana Miranda, Universidade Federal do Espírito Santo

    Psicóloga com mestrado em Psicologia Institucional e especialização em Epidemiologia e Oratória, Transversalidade e Didática da Fala para Formação de Professores, todos pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Trabalhou como psicóloga nas políticas públicas de assistência social e saúde, além de ter sido docente do curso de Psicologia. Também foi analista de pesquisa e pesquisadora, desenvolvendo pesquisa qualitativa no âmbito corporativo. Atualmente é bolsista de doutorado (CNPQ) no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFES. E-mail: geaneuliana@gmail.com

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Publicado

2022-07-01

Como Citar

Desutilidade poética:: decolonialidade à luz da poesia inventiva de Manoel de Barros. (2022). Revista Espaço Acadêmico, 22(235), 136-144. https://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/62973